Domingo, 16 Janeiro 2022

Casos de dengue caem em ano de 'veto' a visitas

Casos de dengue caem em ano de 'veto' a visitas

Em ano marcado pela pandemia do coronavírus - que impôs a necessidade do distanciamento social - a região de Americana registrou queda significativa n

Em ano marcado pela pandemia do coronavírus - que impôs a necessidade do distanciamento social - a região de Americana registrou queda significativa no número de casos de dengue em 2020 no comparativo com o ano anterior. Também foram registrados altos índices de recusa em receber os agentes da vigilância e dificuldades para os profissionais vistoriarem casas, justamente pelo medo de moradores em se expor ao risco de contaminação, mesmo com as equipes utilizado máscaras e mantendo distância.

Conforme levantamento realizado junto às prefeituras de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré, foram registrados 13,6 mil casos de dengue em 2019. Em 2020, o número caiu para 3,6 mil. O número de visitas feitas pelos agentes da vigilância e, no caso de Americana, por empresa contratada para isso, subiu de 520 mil para 590 mil.

O aumento regional se deve principalmente a atuação de Americana, que em 2019 fez 96 mil visitas a imóveis e, em 2020, aumentou as visitas para 231 mil. Em Santa Bárbara, foram 40 mil visitas a menos de um ano para o outro. Sumaré também diminuiu o número de visitas em 28 mil e revelou uma taxa de recusa de visitas na casa dos 40% do total.

Em Americana, com o aumento do número de visitas, foi registrada a maior queda no número de casos de dengue, fechando 2020 com apenas 671 casos, enquanto 2019 teve 4.590 (o maior número da região naquele ano).

Questionada sobre a fiscalização feita em 2020, Americana informou que a equipe passou por uma capacitação sobre o coronavírus e num primeiro momento as visitas eram feitas com o mínimo de contato, em que era possível o agente abordar o morador sem adentrar o domicílio. "Com o aumento dos casos, as visitas passaram a ser no peridomicílio, o que continua até o momento, com todos os cuidados e observando as orientações e regras sanitárias", informou a nota.

Sumaré teve a segunda maior queda no número de casos, de 2,8 mil para 498, mesmo com aumento no índice de recusas das visitas.

"Desde o início da pandemia os agentes têm encontrado dificuldades em realizar a fiscalização, mesmo seguindo os protocolos (usando luvas, máscaras e álcool em gel). O município tem intensificado as ações, priorizando as áreas com mais proliferação de mosquitos, com visitas casa a casa, verificação dos quintais, aplicação de larvicida (quando necessário) e mutirão para retirada dos criadouros", informou a Administração.

Em Santa Bárbara d'Oeste, foram cerca de 1 mil casos ano passado. Em 2019, foram 4 mil. O bom resultado ocorreu mesmo em cenário complicado para as equipes.

Em nota, a prefeitura disse que a fiscalização "contou com maior número de recusas ou à impossibilidade de realizar a visita devido a pessoas com sintomas sugestivos ou pertencentes ao grupo de risco no momento da visita" e que "conta com a compreensão da população em relação à importância do combate ao mosquito Aedes aegypti e com a colaboração na eliminação dos focos".

Nova Odessa relatou ter interrompido o trabalho de visitação ao longo de quatro meses no ano passado por conta da pandemia, logo no início, mas seguiu com os arrastões aos finais de semana. O trabalho está normalizado na cidade, que registrou queda de 925 casos em 2019 para 339 em 2020.


QUEDA MENOR

Em Hortolândia, a queda no número de casos foi a menor: de 1.267 para 1.067. A cidade não informou o número de visitas feitas pelos agentes de saúde, mas disse, em nota, que "o trabalho de fiscalização dos agentes de saúde segue inalterado durante a pandemia, realizando visitas a todos os logradouros, casas e comércios, sendo todos agentes orientados a utilizarem os EPI's e a manterem um distanciamento mínimo de dois metros de cada morador".

 

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