Cerca de 500 pessoas participaram na manhã de domingo (1º) de uma manifestação em defesa do bem-estar animal e contra maus-tratos no Parque Taquaral, em Campinas. Com gritos de “justiça”, “cadeia para maus-tratos” e “Orelha: presente”, o grupo caminhou entre os portões 1 e 2 do Parque Portugal e muitos tutores levaram seus cães ao ato.
Durante a mobilização, organizadores coletaram assinaturas em um documento que pede fiscalização mais rigorosa e que deverá ser entregue à Prefeitura de Campinas. A manifestação reuniu integrantes de ONGs, lideranças do movimento de proteção animal, políticos e público em geral.

Entre os presentes estavam os vereadores Alan Leal (PRD), de Sumaré, e Priscila Peterlevitz Leal (União Brasil), de Nova Odessa, ambos ligados ao Movimento Cadeia Para Maus-Tratos. Também participou Flávio Lamas, presidente do Conselho de Defesa dos Animais de Campinas, que afirmou esperar que a visibilidade de casos recentes ajude a ampliar a conscientização e a atenção das autoridades para o tema.
Em fala ao público, Alan Leal citou episódios de violência contra animais e defendeu punição aos responsáveis. Já Flávio Lamas destacou que muitos casos não chegam ao conhecimento da população e que a repercussão pode estimular denúncias e resposta do poder público.
Caso em Barão Geraldo
O ato também mencionou o caso registrado na quinta-feira (29) em Barão Geraldo, quando um cão da raça rottweiler foi morto a tiros. Um aposentado de 76 anos foi preso em flagrante por maus-tratos pela Polícia Civil após vizinhos acionarem as autoridades ao ouvirem disparos. Ele alegou que o animal estava doente e que os tiros foram acidentais, mas a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça.

“Justiça pelo Orelha”
A manifestação em Campinas integrou uma série de atos realizados no domingo em outras cidades do país, sob o nome “Justiça Pelo Orelha”. O movimento faz referência ao caso de um cão comunitário que teria sido torturado e morto por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis (SC), em 4 de janeiro. O animal foi encontrado ferido, levado por voluntários a uma clínica veterinária e submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos, segundo os organizadores.
O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ainda conforme as informações divulgadas, outro animal, conhecido como Caramelo, teria sido alvo de agressões e de uma tentativa de afogamento, mas sobreviveu. Três adultos — pais e um tio de um dos adolescentes — foram indiciados sob suspeita de coação de testemunha durante a apuração.





