Segunda, 27 Junho 2022

Com menos chuvas, segurança hídrica em 2022 já preocupa

Com menos chuvas, segurança hídrica em 2022 já preocupa

A região das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí registrou chuvas muito abaixo do esperado no primeiro quadrimestre deste ano e, às véspera
A região das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí registrou chuvas muito abaixo do esperado no primeiro quadrimestre deste ano e, às vésperas da entrada no período de estiagem, a segurança hídrica da região para 2022 já preocupa, uma vez que a expectativa era de que os reservatórios do Sistema Cantareira estivessem com 75% da capacidade, mas está operando na casa dos 50%.

De acordo com informações do Consórcio PCJ, no primeiro trimestre, que teoricamente seria bastante chuvoso por conta das altas temperaturas, as chuvas ficaram 20% abaixo do esperado.

O mês que mais colaborou com a recuperação dos mananciais e reservatórios foi fevereiro, mas não foi suficiente para amenizar a situação de pouca chuva que já era registrada no ano passado.

Em abril, a situação foi ainda mais alarmante. De acordo com a média climatológica dos últimos 30 anos, era esperado um acumulado de 68 milímetros de chuva na região das Bacias PCJ no mês, mas o registrado foi apenas 3 milímetros.

Na região da Cantareira - que destina água para a região das Bacias PCJ - dos 83 milímetros esperados, apenas 9 foram registrados.

Apesar de não haver dados concretos sobre o mês de maio, o balanço até o momento mostra que as chuvas também ficarão abaixo do esperado para o mês.

Esse cenário, de acordo com o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, vai refletir principalmente em 2022.

"Estamos acompanhando diariamente e as previsões indicam período bastante seco também nos próximos meses. Isso pode de fato afetar a disponibilidade de água que a gente vai ter para o ano que vem. Esse ano, nem tanto, porque os reservatórios têm condições de suprir, mas se as previsões se confirmarem, para 2022 as condições não serão nada favoráveis, porque estaremos com os reservatórios abaixo do esperado e sua recomposição pode ser que não aconteça", explicou.

De acordo com Saad, para tentar amenizar esse impacto no ano que vem, a recomendação é para que as pessoas comecem, desde já, a fazer o uso consciente da água e evitem desperdícios.

"É fundamental cada um fazer sua parte nesse momento. Parar de desperdiçar, diminuir o tempo de banho, não lavar calçada, entre outras medidas", sugeriu o coordenador.

ALERTA
Já prevendo este cenário, o Consórcio PCJ emitiu no final de abril um alerta sobre o tema, em que recomendou medidas aos municípios.

"O Consórcio PCJ alerta os municípios da região para iniciar campanhas de conscientização junto à população, incentivando a adoção de atitudes estratégicas sobre o uso racional e sustentável da água que permitam a ampliação da resiliência frente aos eventos extremos que se aproximam. Além da conservação dos mananciais, a entidade recomenda que todos os reservatórios de abastecimento de bairros das cidades estejam em condições de pleno funcionamento para garantir maior armazenamento de água e que sejam complementados os pontos críticos com a adoção de reservatórios pré-fabricados", escreveu a entidade em 27 de abril.

O Consórcio recomendou ainda medidas para que não falte água para a agricultura, o que poderia gerar, inclusive, aumento nos preços dos produtos.

"Também é de extrema importância campanhas de estimulação de construções de cisternas, urbanas e rurais, para armazenamento de água de chuva, pois, poderá vir a faltar água para o abastecimento público nos municípios e para a garantia das agriculturas irrigadas, no campo", trouxe o alerta de abril.

 

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