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TODODIA 28 de outubro de 2026
PÓS ELEIÇÕES

Comércio é denunciado ao MPT após vídeo sobre funcionários petistas

Militantes do PT relataram ameaças a trabalhadores por terem votado em Lula; as informações ainda precisam ser verificadas pelo órgão

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Voz gerada por inteligência artificial

Um comércio com unidades em Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa foi denunciado ao MPT (Ministério Público do Trabalho) após relatos de que funcionários teriam sido ameaçados por terem votado no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a empresária aconselhou outros comerciantes a identificar funcionários que seriam petistas. Ela afirmou que os trabalhadores são protegidos, mas disse que empresários teriam estratégias para lidar com a situação. “Além de tudo, você não pode chegar pra esse funcionário e falar nada, porque eles são protegidos, mas a gente já tem as nossas estratégias. Agora a gente está de olho”, afirmou.

Empresária nega que ofensas tenham sido direcionadas a seus funcionários

Denúncia ainda precisa ser apurada
Militantes do PT encaminharam a denúncia ao MPT e ressaltaram que as informações recebidas ainda precisam ser verificadas.

A legislação brasileira proíbe a discriminação no ambiente de trabalho por convicções políticas. Ameaçar, constranger ou pressionar funcionários por suas escolhas eleitorais também pode resultar em responsabilização, conforme as circunstâncias e as provas reunidas.

A demissão motivada por discriminação política pode gerar consequências trabalhistas, como o dever de indenizar. A responsabilização depende da análise de cada caso, e uma dispensa por esse motivo não configura, por si só, um crime penal específico.

Como denunciar
Trabalhadores que se sintam pressionados ou discriminados por suas escolhas políticas podem guardar mensagens, vídeos e outros registros que ajudem a comprovar os fatos. Também podem procurar o Ministério Público do Trabalho, o sindicato da categoria ou um advogado trabalhista para receber orientações sobre como proteger seus direitos.

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A TV TODODIA procurou a comerciante para comentar o caso. Ela negou que as expressões ‘corja petista’ e ‘vagabundos’ tenham sido dirigidas a funcionários e afirmou que fez apenas desabafos, contando sua história em linhas gerais.

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Emilly Ferreira Repórter do TODODIA.
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