Segunda, 08 Agosto 2022

Coronavírus preocupa empresários na região

Coronavírus preocupa empresários na região

Quase 92% dos empresários ouvidos em sondagem do escritório campineiro do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) estão muito preocupados

Quase 92% dos empresários ouvidos em sondagem do escritório campineiro do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) estão muito preocupados com os impactos da disseminação do coronavírus na China.

Pelo menos 26% deles temem o desabastecimento de matéria-prima e o aumento dos insumos importados. fatos que já provocam a paralisação da linha de produção de empresas de alta tecnologia.

A grande maioria dos empreendedores ouvidos, no entanto - 66,67% - acredita que o efeito mais nocivo da crise vai ser a possível alta do dólar, com a consequente elevação dos custos de produção.

"O dólar sempre reflete o ânimo dos mercados internacionais. Uma notícia preocupante do outro lado do planeta interfere nas bolsas", afirma José Nunes Filho, diretor do Ciesp/Campinas.

A sondagem distribuiu questionários aos 520 empresários da base regional do Ciesp, e colheu apontamentos dos empreendedores que analisam os resultados de janeiro, em comparação com o trimestre passado.

OTIMISMO

Para Nunes Filho, apesar da tensão momentânea com a epidemia, o Brasil construiu um alicerce econômico com o controle inflacionário, o corte das despesas públicas e as reformas administrativas em andamento.

Por conta disso, opina, a grande maioria dos empresários faz projeções animadoras do mercado: 50% deles afirmaram na enquete que a economia nacional melhorou, e que eles fazem planos para crescer. Só 8% dos entrevistados afirmaram que a situação do País piorou, e 42% acreditam que ela não piorou, nem melhorou.

O faturamento caiu para 25% das empresas, que fecharam no prejuízo. Outras 25% permanecem estagnadas. A outra metade dos ouvidos segue otimista, e afirma que as vendas estão em alta.

Para Nunes Filho, o símbolo maior do otimismo do empresário diz respeito aos investimentos na produção. Metade de todos os empresários ouvidos dizem operar com pelo menos 70% da capacidade instalada.

"Já se foi a fase do ganho especulativo. Na economia de hoje, só sobrevive quem produz", disse o diretor, em entrevista do TODODIA.

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