sexta-feira, 4 abril 2025

Cresce consumo de energia solar na RMC

O investimento em placas solares para a geração de energia elétrica aumentou 34% na RMC (Região Metropolitana de Campinas), segundo dados da CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL Santa Cruz, que atendem as 20 cidades da região. A redução na conta de energia pode chegar a até 95%.
De acordo com os dados, neste ano até o mês de junho, foram instalados 1.052 painéis em toda a região, contabilizando clientes domésticos e comerciais, ante 785 em todo o ano passado.
O número é ainda mais expressivo quando comparado ao ano de 2014, quando foram instalados 12 painéis. Nesse caso, o aumento foi de 8.666%. Em 2015 foram instalados 37 painéis e em 2016, 237.
Ao investir em um projeto de geração solar, o consumidor passa a produzir a sua própria energia, podendo reduzir em até 95% o valor da sua conta de luz e contribuindo para o meio-ambiente, ressalta a empresa.
Pelas regras definidas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), os clientes podem abater da conta de luz o volume de energia produzido pelos painéis solares. “Quando o consumo é menor do que o volume gerado, a diferença se torna um crédito, usado para reduzir a fatura com a distribuidora local. Os clientes ainda precisarão das concessionárias para atender a demanda à noite, quando não há geração de energia”, informou a agência.
Desde dezembro de 2012, quando a micro e mini geração distribuída foi regulamentada pela Aneel, o valor do investimento inicial já caiu entre 15% e 20% e hoje está na faixa de R$ 15 mil a R$ 20 mil, dependendo do porte do projeto a ser instalado na unidade consumidora do cliente. Com a economia gerada na conta de luz, o cliente tem retorno entre seis e sete anos.
A Envo, braço da CPFL Energia para a geração distribuída solar para residências e clientes comerciais e industriais de pequeno porte, instalou no Colégio Antares, em Americana, um sistema de geração solar fotovoltaica para que a instituição gere sua própria energia elétrica. O projeto, entregue no final de julho, contemplou a instalação de 180 placas fotovoltaicas sobre o telhado do colégio, que fica no Jardim Brasília.
O sistema supre 83% da demanda por energia e garante a economia na conta ao final de cada mês. Antes da implantação, o colégio tinha, em média, um consumo de 90 mil kWh e gastos de cerca de R$ 45 mil com a conta de energia ao ano. Com a implantação do sistema solar, esse consumo reduz para 16.378 kWh ao ano, e diminui para R$ 7.691 os gastos com energia. As informações foram divulgadas pela Envo.
O sistema instalado, que teve investimento de R$ 217,1 mil, gera 73.622 kWh ao ano. Para efeitos de comparação, essa energia é suficiente para abastecer cerca de 30 residências com consumo médio de 200 KWh por mês. “As empresas estão buscando alternativas para reduzir as suas despesas com energia, devido ao aumento das tarifas do mercado cativo. Além de proporcionar economia, a solução de geração solar distribuída também reduz o impacto ao meio ambiente, já que o sol é uma fonte limpa e renovável”, diz a diretora de Inteligência de Mercado da CPFL Energia, Fabiana Avellar.
O Colégio Antares inaugurou recentemente sua unidade 3, onde os painéis foram instalados, um prédio com uma concepção moderna, que visa atender diversas características pedagógicas, sociais e sustentáveis. Após a realização do estudo de viabilidade, a diretoria do Colégio optou pela implantação do sistema de geração fotovoltaica que, além de ser uma tendência no mercado internacional e produzir energia limpa e renovável, vai promover significativa redução de gastos para o colégio.

 
Busca por economia motiva investimento

Com os reajustes e as bandeiras tarifárias que regulam o mercado cativo de energia, cada vez mais empresas e consumidores residenciais têm apostado em alternativas para reduzir as despesas com energia elétrica. Segundo dados da CPFL Paulista, distribuidora do Grupo CPFL que atende Americana e outros 233 municípios do interior paulista, além do Colégio Antares, outros 61 clientes da cidade optaram pela geração solar distribuída até o final de junho, totalizando 62 consumidores.
Esse número mostra um crescimento da fonte em Americana. Em 2016, 15 clientes na cidade possuíam placas solares instaladas. Neste período, portanto, a geração solar distribuída teve um crescimento de 307% no município, mostrando o crescente interesse pela solução.
A empresa explica que o primeiro passo para adotar a geração de energia solar é analisar a conta de luz e o consumo, além de avaliar as condições estruturais da instalação que receberá os painéis fotovoltaicos. A partir da análise do consumo de energia, empresas como a Envo realizam o dimensionamento (capacidade instalada, número de placas, inversor) do sistema solar que será instalado na unidade consumidora do cliente.
O modelo mais tradicional de instalação das placas solares é o aproveitamento dos telhados, onde há maior incidência solar sem sobras, embora também haja a opção de instalar no solo. A partir de uma estrutura que fixa as placas, a energia gerada vai para o inversor, equipamento que faz a inversão da energia da corrente contínua para a corrente alternada, mais usada no dia a dia.
Para que os consumidores possam usufruir do abatimento da conta de luz, é necessário solicitar a homologação do sistema fotovoltaico à distribuidora local. A concessionária verifica o projeto e a instalação, e realiza a troca do medidor para um modelo bidirecional, que registra tanto a produção quanto o gasto de energia.
Os créditos apurados podem ser utilizados pelo consumidor em até 60 meses. Isso significa que, mesmo que o imóvel fique vazio por um período, o benefício não será perdido. Além disso, os créditos gerados em uma unidade consumidora em uma cidade podem ser usados por outro local em outro município, desde que atendidos pela mesma distribuidora. Um cliente em Americana pode usar os créditos para abater a conta de luz em Campinas ou Valinhos, por exemplo.
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