Domingo, 26 Junho 2022

Dengue dobra no início do ano na região

Dengue dobra no início do ano na região

Os casos positivos de dengue registrados nos primeiros meses do ano em Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré tiveram um
Os casos positivos de dengue registrados nos primeiros meses do ano em Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré tiveram um aumento aproximado de 115%, em relação ao mesmo período de 2018.

Entre janeiro e 20 de março do ano passado, eram contabilizadas 67 pessoas com a doença nessas cinco cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Em 2019, já são pelo menos 144 notificações de pacientes infectados, de acordo com as Secretaria de Saúde dos municípios.

Americana está disparada à frente das outras cidades, com 88 casos confirmados este ano.

O número já é quatro vezes maior do que o registrado por Hortolândia, por exemplo, que em 2019 contabiliza 21 diagnósticos positivos. Nova Odessa registrou, até dia 21 de março, 17 casos, e Santa Bárbara d'Oeste, 11.

INCIDÊNCIA
A maior incidência da doença já era esperada, de acordo com o secretário de Saúde de Americana, Gleberson Miano, por conta do aparecimento do sorotipo 2 da dengue - considerado mais agressivo.

A cidade já tem pelo menos dois casos registrados da nova versão.

"O aumento dos casos já era esperado pelas autoridades de Saúde de todo país, o Ministério da Saúde inclusive já havia se pronunciado a respeito disso, por conta da circulação do sorotipo 2.

Por se tratar de um vírus cuja capacidade de infecção é maior que os outros três tipos, é presumível que o aumento ocorre devido a circulação do subtipo 2 na cidade.

Americana, assim como toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), não registravam esse subtipo da doença já havia mais de uma década.", explicou Miano.

EL NIÑO
O aumento no volume de chuvas este ano, em decorrência do fenômeno climático "El Niño", também contribuiu para os resultados, na avaliação do secretário.

De acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, o índice de seca, calculado a partir dos volumes de chuvas, foi menor em todo o Estado.

"A infestação do Aedes aegypti (mosquito transmissor) também tem aumentado por conta do excesso de chuvas e das altas temperaturas que estamos vivenciando, apesar de já estarmos no outono", declarou em nota o centro de pesquisas.

Para evitar sobrecarga no atendimento a pacientes no pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, a Secretaria de Saúde de Americana determinou que todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) realizem o acolhimento aos pacientes que apresentarem suspeita de dengue, inclusive com a realização de exames.

A Prefeitura de Americana ainda contratou uma empresa terceirizada para auxiliar nos trabalhos de remoção de criadouros e visitas de casa em casa.

A contratada também nebuliza inseticidas em áreas comprovadamente de incidência do mosquito transmissor da dengue.

Além disso, as ações de rotina do PMDC (Programa Municipal de Controle da Dengue) foram reforçadas pelos agentes durante as abordagens junto aos moradores.

Há também, por parte da fiscalização da Uvisa (Unidade de Vigilância em Saúde), atenção redobrada durante as visitas em estabelecimentos industriais e comerciais, bem como os de prestação de serviços, visando manter esses locais livres de criadouros.

A Prefeitura ainda realizou mutirões de limpeza em diversas regiões da cidade, recolhendo toneladas de criadouros.

"Nós não estamos medindo esforços para combater o Aedes aegypti, estamos usando todos os recursos técnicos possíveis em ações de controle, mas a população também precisa fazer sua parte, porque a dengue é uma doença, cujo controle não depende apenas do Poder Público, mas também da colaboração de toda comunidade", afirmou o secretário Miano.

 
 

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