Sábado, 25 Junho 2022

Dengue tipo 2 já é realidade na região

Dengue tipo 2 já é realidade na região

O sorotipo 2 da dengue - considerado mais perigoso - já é realidade na região. A cidade de Americana já acumula três casos positivos de dengue tipo 2
O sorotipo 2 da dengue - considerado mais perigoso - já é realidade na região. A cidade de Americana já acumula três casos positivos de dengue tipo 2 e Nova Odessa tem um caso confirmado, segundo balanço obtido ontem pelo TODODIA  junto às prefeituras.

Em Americana, as vítimas do tipo 2 da dengue são uma jovem de 17 anos, moradora da Vila Santa Maria, um homem de 58 anos, morador do Jardim América 2, e outro homem, de 58 anos, morador do Jardim Paulistano.

Os dois primeiros casos foram confirmados no final de janeiro e o terceiro, em fevereiro.

Mais 22 casos confirmados na cidade são do tipo 1 da dengue.

Até ontem, 44 notificações de suspeitas da doença aguardavam resultado de exames na cidade.

A vítima do sorotipo 2 da dengue em Nova Odessa é um morador do Jardim das Palmeiras.

A idade dele não foi informada pela prefeitura.

Ao todo, a cidade registrou, este ano, 17 casos de dengue, sendo 15 em fevereiro e dois este mês e, do total, um é do tipo 2. "Todos os pacientes estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde e estão estáveis", informou a prefeitura, via Assessoria de Imprensa.

Este ano, nas outras três principais cidades da região só foi registrado o tipo 1 da dengue, sendo 26 casos em Sumaré, seis em Santa Bárbara d'Oeste e cinco em Hortolândia, segundo os balanços divulgados ontem.

De acordo com o infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, o risco do tipo 2 da dengue está relacionado à "superposição de vírus".

"Estava circulando o tipo 1 até agora, e, quando circula um tipo e aparece um novo sorotipo do vírus, pode ser 2, 3 ou 4, no caso é o 2, aí pode ter uma evolução para maior gravidade para quem já teve dengue 1", explica.

A melhor forma de prevenção contra a dengue, independentemente do sorotipo, é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor doença.

A recomendação básica é eliminar os criadouros, que são locais de água parada, onde o mosquito deposita suas larvas. É preciso vistoriar vasos de plantas, bacias e quaisquer outros recipientes que possam armazenar água.

A Prefeitura de Nova Odessa, inclusive, cita como fatores para o aparecimento do tipo 2 da dengue na cidade "a falta de colaboração dos moradores diante de inúmeras ações e campanhas de prevenção".

A assessoria destacou que, só numa operação feita na manhã de ontem, "foi retirado um caminhão lotado de criadouros de todos os tipos que estavam nos quintais de diversas propriedades".

 
 

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