sábado, 17 janeiro 2026
MULHERES VIVAS

Em meio a cenário alarmante de violência doméstica, Limeira realiza ato em defesa da vida das mulheres

Manifestação reuniu poder público, coletivos e moradores para cobrar prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores
Por
Felipe Gomes

A Praça Toledo Barros, no centro de Limeira, foi palco de um ato público em defesa da vida das mulheres e de enfrentamento à violência doméstica, na manhã deste sábado (17). A mobilização intitulada “Limeira quer Mulheres Vivas”, reuniu representantes do poder público, coletivos femininos, profissionais da rede de proteção e moradores da cidade.

O objetivo do ato foi chamar a atenção para a gravidade da violência contra a mulher e reforçar a importância da prevenção, do acolhimento às vítimas e da responsabilização dos agressores. A iniciativa foi organizada pelo coletivo Mulher Vive, com apoio da Prefeitura de Limeira e da Patrulha Maria da Penha, da GCM (Guarda Civil Municipal).

Mobilização intitulada “Limeira quer Mulheres Vivas”, reuniu representantes do poder público, coletivos femininos, profissionais da rede de proteção e moradores da cidade. Foto: Wagner Morente

Criado em janeiro de 2025, o coletivo Mulher Vive surgiu após o feminicídio de Ingrid de Jesus Corrêa, de 23 anos, assassinada em Limeira. O crime gerou forte comoção no município e impulsionou a articulação de mulheres no enfrentamento às diferentes formas de violência de gênero.

Dados de Limeira
Dados do Painel de Violência Doméstica do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) indicam que, até novembro de 2025, Limeira registrava 2.371 casos de violência doméstica. No mesmo período, foi confirmado um feminicídio e concedidas mais de mil medidas protetivas de urgência no município. 

Cenário preocupante
O ato acontece em meio a uma sequência de casos recentes de violência doméstica registrados na cidade. Apenas na última semana, a TV TODODIA noticiou ao menos três ocorrências atendidas pela Guarda Civil Municipal.

Em um dos casos, um homem foi conduzido à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) após ameaçar psicologicamente a companheira, no bairro Jardim Paulista. A vítima já havia tido uma medida protetiva, que foi revogada após promessas de mudança de comportamento por parte do agressor.

Em outra ocorrência, moradores acionaram o Centro de Operações Integradas ao presenciarem um homem perseguindo e agredindo uma mulher em via pública. O suspeito foi localizado e detido por equipes da GCM.

O caso mais grave foi registrado no dia 8, no bairro Jardim São Luiz. Um homem invadiu a casa da ex-companheira e efetuou disparos de arma de fogo em frente a uma escola municipal. A vítima foi atingida de raspão na cabeça. O autor fugiu e, até o momento, não foi localizado.

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