sábado, 5 abril 2025

Entrevista: Jackson Candian pré-candidato à prefeito de Nova Odessa

O nome de Jackson Candian, policial militar da reserva, passou a ser citado em 2019 como provável candidato a prefeito de Nova Odessa. Jovem, 48 anos de idade, com formação superior em Administração com ênfase em Gestão Pública, ele quer representar – seguindo a postura programática da legenda – uma nova opção política. 

Sua indicação ao pleito depende da convenção partidária, mas ele concordou em falar, à reportagem do TodoDia sobre quais são seus projetos para Nova Odessa. 

Para Candian, a cidade cresce sem parar, com o surgimento de dezenas de empreendimentos imobiliários. O desafio do gestor, diz, é proporcionar equilíbrio e um crescimento ordenado à cidade. Promete, se eleito, um governo marcado por gestão colaborativa, integrando poder público e sociedade civil.  Confira os principais trechos da entrevista. 

TodoDia – Jackson, vamos te apresentar ao leitor do TodoDia. Fale de sua história em Nova Odessa. 

Jackson Candian – Tenho 48 anos. Nasci em Americana em 1972.  Meu pai, Luiz Carlos, era comerciante. Minha mãe, Maria Helena, era merendeira. Minha primeira escola foi a Silvino José de Oliveira, na Cordenonsi.  Quando eles se separaram, eu e minha mãe nos mudamos para Nova Odessa. Vivemos um tempo com meus avós, no final dos anos 70. Moramos no Jardim Santa Rosa, na Rua Herman Jankovitz, depois no Bela Vista, na Rua Antonio Zanaga. Moramos também na Rua Vitória, no Jardim São Jorge.  Nos anos 80, minha mãe foi contemplada com uma casa popular no Conjunto Habitacional do Parque Triunfo. Na antiga Rua 16. Vivi por lá até 1995. Desde 96 moro na região do Alvorada. 

Morando em Nova Odessa, onde você fez o Ensino Fundamental? 

Estudei no Dante Gazzeta e na Alvina Maria Adanson. Depois tive a honra de ser da primeira turma de 5ª série da Escola do Triunfo, atual Professora Silvania Aparecida Santos. 

E onde trabalhou? 

Comecei como guarda-mirim na Nova Plast, em 85, e no ano seguinte tive meu primeiro registro em carteira, lá mesmo, onde permaneci até setembro de 1991. Depois servi no 2º Batalhão Logístico – BLog, na Companhia de Material Bélico, da 11ª Brigada de Infantaria Blindada, em Campinas. 

Construiu sua família em Nova Odessa. 

Sou casado com a Sonia e pai de três filhas, Ana Gabriella, Giovanna e Giulia. 

E a carreira na Polícia Militar? 

Ingressei na PM como soldado, aos 22 anos. Fiz o curso de formação em Campinas e fui classificado para trabalhar em Nova Odessa. Prestei concursos internos e fui promovido a cabo, depois a sargento e, por fim, o mais importante, ascendi ao oficialato no fim do curso superior de Administração com ênfase em Gestão Pública, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em São Paulo. Ao longo da carreira militar fiz extensão em diversas áreas: direitos humanos, gestão de projetos, licitações e contratos, mediação de conflitos, planejamento estratégico, polícia comunitária, segurança pública. Me formei também em Administração pela Network e fiz extensão em Estudos de Política e Estratégia pela ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), em Campinas. 

E a carreira política? Qual seu partido? Já teve outros antes? 

Sempre houve convites para participar efetivamente da política, mas o militar da ativa, por força de lei, não pode se filiar a nenhum partido. Sempre acompanhei e estudei estes assuntos porque a política interfere diretamente em nossas vidas. Com a minha passagem para a reserva, no final de 2019, isso se tornou possível. Depois de muita conversa com minha família e amigos, me filiei ao Avante. 

Mas como chegaram ao seu nome? O senhor nunca teve atuação partidária. 

Como pré-candidato, posso dizer que meu nome surgiu naturalmente. Como moro em Nova Odessa há mais de 40 anos e trabalhei na cidade por quase 30 anos, conheci muitas pessoas, participei de muitas ocorrências e ações sociais. E tive reconhecimento. Ganhei o título de Cidadão Novaodessense e também a medalha de mérito Dr. Carlos de Arruda Botelho. Quando entrei na reserva, tive apoio declarado para participar das eleições. Nunca   disputei nada, justamente pela vedação legal. 

Quais são, a seu ver, os pontos em que a cidade precisa melhorar? 

Quero uma cidade que seja modelo de gestão. A cidade cresceu muito nesta última década, e tem projeção de crescimento ainda maior nos próximos anos, com a expansão imobiliária. São dezenas de empreendimentos na cidade. O desafio do gestor é proporcionar equilíbrio e um crescimento ordenado e sustentável para a cidade, com um combate efetivo à corrupção, por meio de uma gestão colaborativa, participativa, integrando poder público e sociedade civil. Quem mora em Nova Odessa deseja um sistema de saúde eficiente, uma educação municipal interativa. As pessoas anseiam por um plano de governo voltado ao uso racional dos recursos naturais escassos. O governo também precisa investir na manutenção do saneamento básico e no incentivo ao esporte, ao lazer e à cultura. Deve acolher crianças. Proteger idosos. Avançar nas questões tecnológicas na área de segurança. Precisa, em especial, de um planejamento efetivo para o “pós-pandemia”, fomentando o comércio local, atraindo novas empresas, incentivando o empreendedorismo, gerando emprego e renda, criando vocação e identidade própria para a nossa cidade. 

O senhor tem uma formação administrativa importante. Como pode te ajudar na formação da equipe de governo? 

Ouço as pessoas nas ruas e sei que almejam por serviços públicos de qualidade. Isso passa necessariamente pela humanização, valorização e motivação dos servidores públicos. Os cargos de chefia, direção e assessoria devem ter profissionais técnicos capacitados em suas respectivas áreas, incluindo os servidores de carreira, como forma de gestão de talentos. O ajuste e a otimização dos gastos com pessoal comissionado possibilitarão mais investimentos em áreas prioritárias do município. 

Qual é sua relação com o grupo político que está à frente do Executivo? 

Minha relação com o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza e sua equipe é de respeito. As divergências sempre serão tratadas no campo das ideias, das sugestões e das propostas. Não há, da minha parte, um sentimento sequer que não seja democrático e de bons costumes. 

Nova Odessa tem uma história de grandes líderes políticos: Simão Welsh, Manoel  Samartin, o próprio Bill. O povo geralmente reelege quem governa bem. O senhor nunca foi político. O que te faz acreditar que você pode ser eleito? 

Conheço bem a história da nossa cidade e admiro muito o legado destas personalidades, pois as conheci pessoalmente. Simão Welsh e Samartin estiveram à frente da prefeitura de 1973 até 2012, por quatro vezes cada um, alternadamente. Houve apenas um prefeito intermediário, o professor José Mario, de 1997 a 2000. De 2013 até agora, o prefeito é o Bill. Ou seja, tivemos quatro prefeitos em 47 anos. Mas nas últimas eleições municipais, em 2016, houve 12.947 votos brancos, nulos e abstenções. Acho que é natural e salutar o aparecimento de novas lideranças para o fortalecimento da democracia. Muita gente deixa de votar por descrença nos políticos, ou porque não vê um representante de seus ideais. 

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