
A EM (Escola Municipal) Magdalena Maria Vedovato Callegari, no Jardim Recanto dos Sonhos, na Região do Maria Antonia, será a primeira unidade da Rede Municipal de Ensino de Sumaré a adotar o modelo cívico-militar. A escola, que é uma das quatro unidades de período integral do município, inicia as aulas na segunda-feira (9) para 195 alunos do 1º ao 5º ano, com idades entre 6 e 10 anos.
Já a adoção do novo modelo pela EM Eliana Minchin Vaughan, no Jardim Nova Terra, na Região do Matão, deve ficar para o segundo semestre ou para o próximo ano letivo, em 2027. Segundo a Secretaria de Educação, a proposta é vista como alternativa para fortalecer a disciplina e o foco nos estudos.
A mudança foi aprovada pelas comunidades escolares em consultas públicas realizadas entre junho e julho de 2025. Segundo a Prefeitura, em ambos os casos a aprovação entre pais e responsáveis ficou em torno de 70%. Desde então, as duas escolas passaram por adequações físicas e reformas para oferecer mais segurança, conforto e funcionalidade.

Critérios e preparação das escolas
O secretário municipal de Educação, Lucas Gomes, afirmou que a escolha das unidades seguiu critério previsto em lei, com foco em regiões consideradas vulneráveis e com indicadores que precisam melhorar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). “O critério que adotamos, pela lei, foi o de regiões vulneráveis. Escolhemos escolas em duas regiões com indicadores que precisam melhorar no Ideb, nas regiões do Matão e do Maria Antonia. Fizemos então uma seleção pela comunidade escolar”, explicou.
Capacitação e atuação no modelo
A Prefeitura informou que promoveu capacitação das equipes para atuação no sistema, incluindo dois dias de Formação Pedagógica e Disciplinar em dezembro, voltada às diretrizes do modelo cívico-militar.
Segundo Lucas Gomes, não há professores militares contratados para atuar junto aos alunos. A unidade contará com três monitores da Polícia Municipal de Sumaré, antes conhecida como GCM (Guarda Civil Municipal), e as equipes escolares foram capacitadas para seguir as novas diretrizes.
“Toda a nossa equipe técnica e a equipe da Guarda Municipal, que hoje é a Polícia Municipal, fez uma visita em outras cidades que já possuem o cívico-militar. Conheceram a parte pedagógica, participaram de formações, então nessa capacitação interna foi feita a demonstração para a comunidade como seria, dentro da lei, trabalhado. A escola não será quartel, o aluno não será soldado, ninguém vai mexer na parte pedagógica. Serão diretrizes de civismo e de organização das escolas”, afirmou.
Ele também apontou expectativa de melhora nos indicadores. “A melhoria principalmente dos índices. Em todas as visitas, se nós formos fazer uma consulta de Ideb, de índice, todas as escolas cívico-militares possuem um melhor resultado na qualidade do Ideb. Então é isso que nós queremos trazer. Então a nossa proposta de cívico-militar não é só apresentar o civismo para os alunos, mas sim melhorar a questão pedagógica para o ensino e aprendizagem”, completou Lucas Gomes.

Expectativa de pais, alunos e professores
Pais e alunos relataram otimismo com a mudança. “Eu vejo como algo muito importante para todas as crianças. É um projeto que a escola vai estar colocando agora em começo de março. Então para a educação das crianças, para ser um firmamento na vida das crianças, para eles terem uma conduta, uma postura, eu acho que é muito importante para todos os pais e principalmente para as crianças”, afirmou Célia Rinaldi, mãe do aluno Daniel Murilo e moradora da rua da escola.
“Acho que vai ser bem legal. Que vai ter estudo militar, essas coisas. Já estudei ali, o estudo é muito bom de lá. Eu estou botando fé, assim, que o estudo melhorou bastante”, disse Daniel Murilo, de 10 anos.
Entre os professores, a expectativa é de adaptação ao novo formato. “Estamos ansiosas, mas bem abertas a todas as mudanças que vão acontecer. Estamos nos preparando, estudando e planejando o melhor para as crianças. Tudo que é novo a gente precisa de um tempo para se adaptar, mas depois vai bem, elas vão gostar. É um ganho para a nossa Educação”, afirmou a professora Mariana Teotônio de Oliveira Caetano.





