segunda-feira, 9 março 2026
FINANÇAS

Especialista orienta contribuintes sobre a declaração do Imposto de Renda 2026

Organizar antecipadamente comprovantes e informes é um passo importante para evitar erros e garantir que todas as informações sejam declaradas corretamente
Por
Diego Rodrigues

A Receita Federal realizará na segunda-feira, 16 de março, às 10h, uma coletiva de imprensa para anunciar as novas regras para a declaração do Imposto de Renda 2026. A apresentação será transmitida ao vivo pelo canal do Ministério da Fazenda no YouTube.

Organização antecipada
Organizar antecipadamente comprovantes e informes é um passo importante para evitar erros e garantir que todas as informações sejam declaradas corretamente. Para explicar quais são os primeiros cuidados e quais documentos devem ser separados antes de iniciar o processo, conversamos com o professor de contabilidade da unidade do Senac de Americana, Robson Teixeira.

De acordo com ele, o contribuinte deve começar a reunir os principais documentos antes mesmo de iniciar o preenchimento da declaração. “O ideal é já começar a separar as documentações, como informes de rendimento e documentos bancários, para deixar tudo preparado para fazer o Imposto de Renda”, explica.

Documentos necessários
Entre os documentos essenciais estão os dados pessoais e os comprovantes de rendimentos e despesas. “Além dos documentos básicos, como RG e CPF, é importante ter o informe de rendimento do salário e também o informe bancário. Isso inclui financiamentos de imóvel ou de veículo, além de comprovantes de despesas com saúde e educação, tanto do contribuinte quanto de dependentes”, afirma.

Nova regra de isenção
Mudanças na tabela do Imposto de Renda e a possibilidade de isenção para quem ganha até cinco mil reais por mês também levantam dúvidas entre os contribuintes. Segundo o professor, é fundamental acompanhar o total de rendimentos ao longo do ano. “A regra prevê isenção para quem ganha até cinco mil reais por mês, mas o contribuinte precisa observar se não ultrapassa esse valor, principalmente quando tem mais de uma fonte de renda ou trabalhos extras”, orienta.

Deduções e malha fina
Outro ponto importante envolve as deduções legais que podem reduzir o valor do imposto. “As deduções mais comuns são as despesas com saúde e educação. Entram nesse grupo gastos com exames médicos, consultas, escola e faculdade, tanto do contribuinte quanto de seus dependentes”, explica.

Falhas no preenchimento da declaração ainda estão entre os principais motivos que levam o contribuinte à malha fina. “Os casos mais comuns são valores informados de forma equivocada, falta de comprovantes de despesas e também quando o contribuinte inclui um dependente que trabalha, mas não declara o rendimento desse dependente”, alerta.

Organização ao longo do ano
Muitos contribuintes enfrentam dificuldades todos os anos por não manterem uma organização financeira ao longo do período. Uma boa gestão de documentos pode facilitar bastante o preenchimento da declaração. “Guardar informes de rendimento e comprovantes de despesas durante todo o ano ajuda muito no momento da declaração. Com a nova regra, também é importante controlar os rendimentos, principalmente para quem tem mais de um trabalho, para evitar problemas na hora de declarar”, recomenda.

Quando buscar ajuda
Para quem ainda se sente inseguro, buscar orientação profissional pode ser uma alternativa. “Hoje a Receita Federal está bastante informatizada e o sistema facilita o preenchimento, mas quando a pessoa tem dúvidas, investimentos ou diferentes fontes de renda, o ideal é procurar um contador ou especialista para evitar erros e possíveis multas”, conclui.

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