O secretário estadual de Parcerias em Investimentos de São Paulo, Rafael Benini, garantiu ao prefeito de Hortolândia, Zezé Gomes (Republicanos), que a autorização para as obras de drenagem sob a Rodovia SP-101 deve ser emitida ainda nesta semana. A intervenção está prevista para o trecho na altura do Jardim Nossa Senhora de Lourdes e do Jardim Ricardo.
O local ficou marcado pela morte da psicóloga Joycelene Pacheco, de 26 anos, que se afogou ao tentar atravessar uma área verde alagada com o carro, em 23 de novembro. Segundo a administração municipal, o alagamento recorrente é causado pela insuficiência das galerias de águas pluviais existentes sob a rodovia.

Reunião em São Paulo e compromisso do Estado
A garantia foi dada em reunião realizada no fim da tarde de segunda-feira (19), em São Paulo, com a presença do prefeito, dos deputados estaduais Ana Perugini (PT) e Dirceu Dalben (Cidadania), além de outras autoridades.
Segundo Zezé Gomes, o secretário assumiu o compromisso de liberar a obra ainda nesta semana, com previsão de início no primeiro semestre, sob responsabilidade da Rodovias do Tietê. “Reforçamos a urgência dessa intervenção que vai trazer mais segurança e qualidade de vida para os moradores da região”, publicou o prefeito.
Autorização depende de trâmites regulatórios
De acordo com Rafael Benini, a autorização depende do envio de um documento pela Artesp para permitir a alteração contratual que viabilizará a execução da obra pela concessionária. O processo também envolve o DER-SP.
A nova galeria de águas pluviais passará por baixo da SP-101 e da linha férrea paralela à rodovia. Com maior diâmetro, a estrutura ampliará a capacidade de escoamento da água da chuva, reduzindo o risco de alagamentos na área verde.
Acompanhamento político e prazo
A deputada Ana Perugini informou que acompanha o andamento do processo administrativo entre Artesp, DER-SP e Rodovias do Tietê para que a intervenção ocorra dentro do prazo. “Recebemos sinalização positiva do secretário e aguardamos os trâmites burocráticos para que a troca da tubulação seja iniciada em março. Estamos acompanhando diariamente”, afirmou.

Problema histórico e decisão judicial
Um comitê de crise foi criado em 4 de janeiro envolvendo Prefeitura, Câmara Municipal e parlamentares para destravar a obra no km 7 da rodovia. No local, a tubulação atual suporta cerca de 5 metros cúbicos de água por segundo, enquanto a necessidade estimada é de ao menos 25 m³/s, o que provoca enchentes frequentes durante chuvas intensas.
Representantes do município lembram que há uma decisão judicial de 2019 favorável à Prefeitura, determinando ao DER-SP a substituição das tubulações por meio do contrato com a concessionária. A obra tem custo preliminar estimado em R$ 15 milhões e, segundo a empresa, não constava no contrato original de concessão.





