sexta-feira, 16 janeiro 2026
PIRACICABA

Festival Caipira de Circo ocupa o Engenho Central com arte, diversidade e acesso gratuito

A programação reúne diferentes formatos e convida o público a circular pelo universo do circo para além do picadeiro
Por
Diego Rodrigues

Entre risos, música e tradição popular, o circo volta a ocupar um dos espaços mais emblemáticos de Piracicaba. O Engenho Central recebe a segunda edição do Festival Caipira de Circo, que transforma o local em um ponto de encontro entre arte, memória e diversidade cultural.

Promovido pela MB Circo, o festival começa no sábado (17), a partir das 16h, e segue até o dia 25 de janeiro, com todas as atividades gratuitas.

Novidades e programação ampliada
Nesta edição, a proposta artística se amplia e apresenta novidades ao público. Uma delas é a exposição Podão Abre Caminhos, do artista Denis, que passa a integrar a programação ao lado dos espetáculos. Para a artista circense Dani Maioni, “essa é a grande novidade da segunda edição, mas a gente continua com a lojinha, com as caricaturas e com espetáculos inéditos”.

A programação reúne diferentes formatos e convida o público a circular pelo universo do circo para além do picadeiro, reforçando o caráter múltiplo do festival.

Trupes convidadas e diversidade de linguagens
A pluralidade de linguagens também aparece na escolha das trupes convidadas, todas inéditas no festival. A curadoria busca ampliar o contato do público com diferentes formas contemporâneas de fazer circo. Bruno Peruzzi destaca que a diversidade começa pela origem dos grupos. “O legal dos convidados é que cada um vem de uma região diferente”.

Entre os destaques estão uma companhia de Goiás, que apresenta um espetáculo musical e de palhaçaria com uma família inteira em cena; a Casca Troupe, de Campinas, formada por uma dupla; e a Cia Trump, de Jundiaí, com quatro artistas no palco. Segundo Peruzzi, “cada um chega com sua linguagem própria, com seu estilo, deixando a troca com o público ainda mais diversa e divertida”.

Presença, acessibilidade e pertencimento
Responsável pela abertura do festival, o espetáculo Riso Show, da própria MB Circo, aposta na mistura entre palhaçaria clássica, música ao vivo e instrumentos inusitados. A montagem propõe uma experiência que valoriza o tempo do encontro presencial. Em contraste com a velocidade das telas, Bruno Peruzzi avalia que o circo oferece outra lógica. “A gente faz cenas mais demoradas de propósito, para provocar essa espera. Isso aqui agora é vida real, é estar presente”.

O compromisso com a inclusão cultural também marca o festival. Todas as sessões contam com audiodescrição, intérprete de Libras e Libras tátil. Dani Maioni ressalta que a acessibilidade é parte da identidade da companhia. “Em nossos trabalhos, a gente sempre busca incluir pessoas com algum tipo de deficiência, porque o circo faz parte desse universo mágico em que todo mundo está incluído”.

Símbolo da cidade, o Engenho Central é parte essencial dessa proposta. “É um dos cartões-postais mais bonitos de Piracicaba. Ele, por si só, já é um espetáculo”, afirma Dani. Para Bruno, o caráter intimista diferencia o evento. “É um festival mais próximo, mais nosso, para a galera de Piracicaba se sentir parte”.

Com acesso gratuito e contribuição espontânea no chapéu, o Festival Caipira de Circo mantém viva uma tradição histórica da arte circense. A programação completa está disponível no Instagram @mbcirco.

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