quarta-feira, 2 abril 2025
SAÚDE REGIONAL

Fim do convênio entre Hospital Estadual e governo de SP é tema de debate entre vereadores de Sumaré

Contrato atual entre a Funcamp e o governo estadual termina em julho deste ano
Por
Nicoly Maia e Renato Pereira

A Câmara Municipal de Sumaré rejeitou, na sessão desta terça-feira (18), um pedido de moção de apelo ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para que não privatize o Hospital Estadual de Sumaré (HES) Dr. Leandro Franceschini, atualmente sob gestão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O convênio entre o governo do estado e a Fundação Unicamp (Funcamp) termina em julho deste ano.

O vereador Wellington de Souza (PT), autor do documento, justificou ter protocolado a moção baseado em uma possível concessão do hospital à iniciativa privada.

“Considerando as recentes notícias veiculadas nos meios de comunicação, que apontam o risco de retirada da gestão do HES da Unicamp, gerando preocupação entre profissionais de saúde, estudantes e a população usuária do serviço”, defende o parlamentar.

A Funcamp administra o hospital desde os anos 2000. O atual convênio, assinado em 2020 e que termina em julho, tem valor de R$ 652 milhões. Único hospital público de Sumaré, a instituição também recebe pacientes de cidades da região, cobrindo uma área com 1,2 milhão de pessoas.

Durante uma visita do secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, à Unicamp na última sexta-feira (14), o reitor da universidade, Antonio José de Almeida Meirelles, ressaltou a disposição e capacidade da instituição para continuar administrando o hospital.

Meirelles também garantiu que a universidade tem condições de colaborar mais para enfrentar as demandas regionais, como no esforço para a redução de filas no atendimento de pacientes.

“Além disso, queremos manter o financiamento extra [que vem do governo do Estado], que nos permitiu retomar praticamente 100% de produção [científica]”, disse.

A reportagem da TV TODODIA questionou a Secretaria de Saúde de São Paulo sobre a possibilidade do Hospital Estadual de Sumaré ser gerido por uma Organização Social de Saúde (OSS) ao fim do atual contrato. Por meio de nota, a pasta não confirmou a intenção do governo em entregar o HES à uma OSS, mas informou que um novo chamamento será feito ao final do contrato atual.

“O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas informa que o contrato para administração do Hospital Estadual de Sumaré está vigente até julho de 2025. O novo chamamento será publicado no Diário Oficial do Estado oportunamente”, traz a nota.

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