quarta-feira, 11 março 2026

Gás de cozinha continua em falta na região

As revendas de gás de cozinha da região continuam com dificuldades em adquirir botijões em quantidade suficiente para atender à demanda, por causa da redução da produção. Mas alguns revendedores começaram a sentir a queda na procura desde anteontem. Contudo, a Petrobras e o Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) informaram que um novo carregamento está chegando no Estado para normalizar o fornecimento.

No Disk Gás e Água Araújo, na Avenida Paschoal Ardito, no Bairro São Vito, em Americana, uma funcionária disse que dispunha do produto ontem, mas recebeu uma quantia menor. Contudo, sentiu a queda na procura desde anteontem e acredita que o consumidor já tenha adquirido o produto para reserva.

Antes da crise no abastecimento, há quase um mês, a comerciante Giovana Amorim, do Alexandre Gás, no Balneário Salto Grande, na Praia Azul, recebia de 70 a 80 unidades por dia, mas ontem a remessa foi de apenas 25 botijões de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). “Deu uma diminuída na procura. Chegava poucas unidades e em menos de meia hora vendia tudo”, relatou a proprietária.

A demanda continua alta na Distribuidora de Gás e Água Santa Bárbara, na Rua Floriano Peixoto, em Santa Bárbara d’Oeste. E o proprietário, Wilson Alves, disse que continua com dificuldade em obter o produto. O telefone não para de tocar. Somente nesta terça-feira (14) recebeu 100 pedidos de entrega de botijões para esta quarta. “A dificuldade é a mesma. A loucura é a mesma da semana passada. Até aumentou a procura”, contou. “Tomara que resolva logo, porque a gente está sofrendo”, comentou Alves.

AMPLIAÇÃO

Em nota, a Petrobras informou que ampliou a importação de gás de cozinha, para suprir o mercado. Além de três navios que descarregaram em Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Ipojuca (PE) desde 30 de março, está importando mais duas cargas que totalizam 62,9 mil toneladas de GLP, equivalentes a 4,8 milhões de botijões de 13 kg.

“A companhia reforça que não há risco de falta do produto nem qualquer necessidade de estocar botijões de GLP. Com duas novas cargas, a companhia terá importado o equivalente a 11,4 milhões de botijões P13 para o mercado. O volume total contratado em abril para importação é de 350 mil toneladas, equivalentes a 27,4 milhões de botijões de 13kg”, diz a nota.

Segundo a estatal, a procura por GLP aumentou nas últimas semanas, ao contrário dos demais combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação, que tiveram grande queda nas vendas. No caso do GLP, a queda da produção continuará a ser compensada pelas importações do produto.

O Sindigás confirmou o carregamento. “É importante salientar que, embora os estoques estejam baixos em alguns pontos de venda, até o momento não houve qualquer interrupção do fluxo de suprimento. Nenhum mercado deixou de receber o produto, mas ainda não foi possível elevar os estoques ao nível que estavam quando foi recomendado o isolamento social. Diante deste quadro, a sensação de escassez para o consumidor ainda permanece, mas o Sindigás reitera que não há qualquer razão para corrida pelo produto”, informou o sindicato.

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