Sábado, 13 Agosto 2022

Grupos de WhatsApp viram ‘arma’

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Grupos de WhatsApp viram ‘arma’

Moradores se mobilizam na comunicação entre si e previnem crimes em bairros auxiliando as autoridades 

LÍDER | Diego Feitoza é presidente do Conseg de NO (Foto: Divulgação)

Para redobrar a segurança nas vizinhanças, moradores se unem por meio de grupos de WhatsApp para compartilhar atividades e movimentações suspeitas ao entorno de seus imóveis. Esses grupos recebem o nome de Vizinhança Solidária, um programa da Polícia Militar com o objetivo de aumentar a segurança nos bairros.

Diego Feitoza, presi
dente do Conseg (Conselho Comunitário Segurança) de Nova Odessa, é um dos representantes do Vizinhança Solidária do bairro Terra Nova. O grupo surgiu em 2014 devido a problemas de roubos e furtos e tem o apoio da PM e Guarda Civil Municipal. Atualmente, são 170 moradores orientados a comunicar as autoridades sobre o crime e posteriormente informar o ocorrido no grupo, alertando a vizinha.

"O que mais ocorre é
comunicação de pessoas suspeitas a pé ou com carro. Tinha muito furto no bairro e isso diminuiu muito depois da implantação do projeto Vizinhança Solidária. Já teve caso que descobrimos que um dos ladrões moravam no bairro e outro caso que os objetos roubados eram vendidos pela Internet com um endereço de Sumaré.", relata Feitoza. Ele também conta que precisaram remontar o grupo, pois foi descoberta uma pessoa que repassava todas as informações que eram compartilhadas pelos moradores.

Além dos relatos de pes
soas suspeitas, o que mais circula nos grupos são alertas de portões deixados abertos, ajudando a evitar possíveis furtos às residências.

Americana também
conta com a Vizinhança Solidária para ajudar na segurança dos bairros. É o caso do Terramérica, bairro que possui 250 moradores no grupo. O representante Ronne Petterson Pellatti Cardoso, explica que assim como em Nova Odessa, o grupo é acompanhado pelas autoridades de segurança.

Através do grupo foi
possível prevenir e evitar o golpe do "entregador de delivery". "Entregadores apertavam as campainhas das casas e diziam que tinha uma encomenda, sendo que a pessoa não tinha pedido nada, e forçava as pessoas a pagarem. Isso foi alertado no grupo e o golpe não foi mais aplicado", destaca Ronne.

Segundo o represen
tante do grupo do Terramérica, as incidência de roubos e furtos diminuíram drasticamente após a criação do Vizinhança Solidária e da participação efetiva dos moradores.

Para a inspetora da
Guarda Civil Municipal de Nova Odessa, Charlene Cristina de Faveri, os grupos são uma ótima ferramenta, tanto para a população quanto para as forças polícias. "O grupo é fundamental para que os próprios moradores participem na segurança do bairro de modo preventivo", destaca ela.

Faveri, além de guarda municipal, também é representante do grupo de Vizinhança Solidária de seu bairro, e ela relembra de dois casos onde o papel dos moradores foi essencial para a ação das autoridades. "Tivemos uma ocorrência em que um vizinho acionou o grupo, pois havia indivíduos estranhos em frente à uma casa. A GCM chegou no local e conseguiu recuperar uma TV escondida no mato. Também há um tempo atrás vizinhos postaram que acharam estranho quando pessoas saíam de uma casa, e não eram moradores nem parentes. A Guarda Municipal foi até o local e os moradores estavam amarrados, haviam acabado de roubar a residência", disse.

A inspetora ressaltou
que o Vizinhança Solidária é uma ferramenta e fonte de informações confiáveis e rápidas, auxiliando no trabalho das autoridades de segurança.

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