
Clientes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em Hortolândia voltaram a reclamar, nos últimos dias, da coloração, da presença de sedimentos e do cheiro da água tratada e distribuída pela empresa.
Os problemas são relatados desde o último sábado (26) e também atingem consumidores de Monte Mor e Paulínia. Em alguns períodos, moradores afirmam ter ficado sem água nos cavaletes das ligações domiciliares.
Vídeos mostram água turva e sedimentos acumulados
Vídeos enviados por moradores à reportagem da TV TODODIA mostram água com coloração amarelada, cinza e marrom-esverdeada saindo das torneiras de imóveis em Hortolândia.
Em algumas gravações, os consumidores também mostram sedimentos escuros que se acumulam no fundo e nas laterais de baldes e vasilhas depois que a água permanece parada por alguns segundos.
Uma moradora enviou uma série de vídeos à Rádio Digital Pop para mostrar a situação da água que chega da rua. “Vamos ver como que é a situação da água hoje. Olha, claramente dá para ver que ela está turva e tem um monte de sedimento cinza, um pouco mais claro, mas ainda cheio de sedimentos. a hora que deixa quieto e que decanta, o que acontece? Fica aquela borra, tanto nas laterais quanto no fundo do balde. Essa é água que a Sabesp insiste em dizer, quando abrimos o chamado de qualidade de água, que ela está potável. Olha a cor da água, se não é um absurdo? Eu tenho que pagar por essa água imunda que está chegando aqui”, afirma a moradora.
Em outro vídeo, a mesma moradora voltou a questionar a qualidade da água recebida em casa. “Veja se tem cabimento receber uma água dessas, na torneira, para higiene pessoal, para fazer alimento – para tudo né? A gente compra a água da Sabesp para tudo, para beber, para comer, para fazer comida, para higienizar alimentos, para lavar roupa, tomar banho, limpar casa. E aí nós recebemos esse lixo de água da Sabesp, uma água imunda, porca, que nem tratada ela foi”, acrescentou a reclamante.
Chuvas alteraram a qualidade do manancial
Segundo a Sabesp, a situação atingiu consumidores de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor e foi provocada por chuvas acima da média registradas em setembro. O volume elevado de chuva teria levado excesso de sedimentos ao Rio Jaguari, reduzido a capacidade de produção do Sistema Integrado Jaguari e afetado o abastecimento na área atendida. A captação da água bruta que depois é tratada e distribuída nessas cidades é feita no Rio Jaguari, em Paulínia.
De acordo com a Sabesp, as manutenções necessárias nos equipamentos afetados pelas chuvas foram concluídas na segunda-feira (28). A empresa previa que o abastecimento seria normalizado até o fim da terça-feira (29).
A companhia informou ainda que, após as intervenções e a retomada do sistema, a água pode apresentar alterações momentâneas de aspecto. Nos últimos dias, caminhões-pipa atenderam locais públicos prioritários, como hospitais.
A Sabesp também pediu a colaboração da população para o uso consciente da água durante o período.
Região já teve outros episódios neste ano
Este é o quarto episódio de alterações na cor e no cheiro da água distribuída pela Sabesp nas cidades da região neste ano.
Ocorrências semelhantes foram registradas após alterações na qualidade da água do Jaguari detectadas nos dias 18 e 24 de abril e 20 de julho.
Naquelas ocasiões, a empresa adotou medidas para melhorar o aspecto da água tratada, entre elas o uso de carvão ativado na ETA (Estação de Tratamento de Água) Hortolândia.
Cetesb instalou sonda automática no Jaguari
Em abril, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) instalou uma sonda automática multiparâmetro na captação de água bruta do Rio Jaguari para fazer medições contínuas.
O equipamento monitora parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, turbidez, condutividade elétrica e temperatura.
Segundo a agência ambiental, o objetivo é agilizar a adoção de medidas sempre que forem identificadas variações na qualidade da água do manancial.

Como reclamar com a Sabesp?
A concessionária orienta que, em caso de alteração na água tratada, a população entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 0800 055-0195, pelo WhatsApp (11) 3388-8000 ou pela Agência Virtual, no site www.sabesp.com.br.





