quinta-feira, 26 março 2026
DEBATE POR BENEFÍCIOS

Servidores de Hortolândia realizam novo ato reivindicando vale-alimentação de R$ 1,5 mil

Grupo cobra fim da cesta básica e inclusão de aposentados em novo benefício, além de audiência pública na Câmara
Por
Vagner Salustiano
Manifestantes carregaram cartazes com frases sobre sua principal reivindicação. Foto: Acervo Pessoal/Milton Vianna

Cerca de 100 servidores públicos municipais da ativa, aposentados e pensionistas de Hortolândia manifestaram-se em frente ao Paço Municipal Palácio dos Migrantes, sede da Prefeitura, na noite de quarta-feira (25). Eles pedem a criação do “vale-alimentação” de R$ 1.500 mensais, para uso em supermercados, e o “auxílio nutricional” no mesmo valor para inativos.

Os participantes exibiram cartazes com frases como “Sem vale-alimentação, cadê a valorização?”, “Chega de espera, queremos o vale já”, “Vale-alimentação é liberdade, cesta básica é limitação” e “Vale é justiça, não cortesia”. Também cobraram audiência pública prometida por vereadores após protesto anterior no Legislativo.

Líder explica reivindicações
O aposentado Milton Vianna, um dos líderes, defendeu a substituição da cesta básica por cartão pré-pago para alimentos e produtos de limpeza, como em outras prefeituras da região. “O auxílio-refeição que eles estão querendo dar não atende a todos os servidores da forma que eles gostariam. A gente vê essa junção, sempre entra a questão da cesta básica, que vem com problemas, bichos, produtos de baixa qualidade. Essa oportunidade seria para trocar essa cesta, unir com esse auxílio-refeição e virar um vale-alimentação que atenderia a todos. Como o prefeito já falou, essa cesta atendia até 2.700 servidores. Se expandir para o vale-alimentação, seria para todos. E a gente acha que isso é mais democrático”, afirmou.

Para aposentados, o benefício seria chamado “vale-nutricional”, assistencial e com teto de renda. “Várias cidades já dão o vale-nutricional, que é (um benefício) assistencial. Não pode ser para todos os aposentados, mas tem um teto”, explicou Vianna.

Prefeitura propõe auxílio-refeição
A Prefeitura enviou à Câmara projeto de lei criando o “auxílio-refeição” diário, cujo valor ainda não foi definido. Em nota, a administração afirmou que manterá a cesta básica para quem aderir ao novo benefício e descartou substituição pelo vale-alimentação.

Cerca de 3.800 servidores optam atualmente pela cesta básica mensal, que custa R$ 570,88 cada. O desconto em folha varia por faixa salarial — até R$ 2.400, por exemplo, é de R$ 5,40 mensais. O total de ativos é de 5.200 profissionais.

Durante manifestações em 2 e 9 de março, o grupo pediu o adiamento do projeto do prefeito Zezé Gomes (Republicanos) até a audiência pública.

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