A Justiça decidiu, na tarde desta quarta-feira (18), conceder liberdade provisória a um motorista de 40 anos. Ele havia sido preso em flagrante após se envolver no grave acidente de trânsito ocorrido na madrugada da terça-feira (17), no Jardim Ipiranga, em Americana. No carro dele, havia sete pessoas.
Apesar do alvará de soltura, a Justiça determinou que o motorista cumpra medidas cautelares enquanto aguarda o julgamento. O processo segue sob sigilo de Justiça.
A decisão de liberdade provisória ocorreu no mesmo dia em que foi confirmada a segunda morte da vítima de 15 anos, que estava internada com politraumatismo, no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Um familiar disse à TV TODODIA, que ela também teve perfuração do pulmão. Ela estudava o curso de Recursos Humanos, na Etec Polivalente.
Acidente
No dia do acidente, outra jovem morreu, também por politraumatismo, ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. A jovem também estudava, na Etec Polivalente e fazia o curso de Administração.
Outra adolescente que também estava no carro continua internada na UTI do mesmo hospital. Ela foi submetida a procedimento cirúrgico de emergência e, até a tarde desta quarta-feira (18), encontrava-se clinicamente estável e consciente, de acordo com a unidade de saúde.
Dos outros ocupantes do veículo, dois recusaram atendimento médico no local e um fugiu antes mesmo da chegada das viaturas.
O motorista do carro também recusou socorro em um primeiro momento e não quis fazer o teste do bafômetro.
Conduzido à delegacia, ele passou por um exame clínico, que não atestou embriaguez, e autorizou a coleta de sangue para dosagem alcoólica. Caso o laudo dê positivo para álcool no sangue, ele será indiciado por mais esse crime.
Por enquanto, o homem vai responder por homicídio culposo (sem intenção), lesão corporal, e porte de entorpecente. No carro dele, a polícia encontrou uma porção de maconha. Mas ele negou ser o responsável.

Vítimas
No carro do motorista também estavam a companheira e a filha dele, uma menor de idade. No interrogatório, ele relatou que estava em um bloco de Carnaval em Santa Bárbara d’Oeste, quando decidiu dar carona para quatro amigas da filha dele.
Ele admitiu à polícia ter tomado um copo de suco de uva misturado com um pouco de cachaça ou vodca, mas negou o uso de entorpecentes, afirmando que tomava apenas um anti-inflamatório para sinusite.
O homem alegou que freou no sinal vermelho, mas o carro deslizou na pista molhada e bateu.
Desfecho
O inquérito sobre o caso será será apurado pelo 3º Distrito Policial, onde o inquérito policial será realizado e, ao final, encaminhado ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), que vai decidir se vai apresentar a denúncia à Justiça, determinar outras diligências.
Posicionamento da defesa
Procurado pela TV TODODIA, o advogado Ronaldo Pereira da Silva, que representa o motorista, informou que não tem nada a declarar sobre o caso.
*Atualizado às 16h35





