O atendimento médico prestado ao menino Théo Benício Vantini de Azevedo, de 2 anos, teve falhas antes de sua morte, segundo divulgado pela Secretaria de Saúde de Limeira na sexta-feira (23). O relatório concluiu que houve inconsistências nos atendimentos realizados no Hospital Hapvida e encaminhou o caso ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), ao CRM-SP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e à CPI da Câmara Municipal de Limeira.
Théo chegou sem vida ao Pronto Atendimento do bairro Aeroporto no dia 30 de setembro de 2025, após ter sido atendido duas vezes no Hospital Hapvida, de onde recebeu alta médica. O laudo do Serviço de Verificação de Óbito apontou como causa da morte uma infecção bacteriana grave, com comprometimento dos pulmões e quadro de infecção generalizada.
Erros
De acordo com o documento elaborado pela Secretaria de Saúde, foram identificadas inconsistências nos prontuários médicos, além da ausência de reavaliações clínicas antes da alta, mesmo diante de sinais de agravamento do estado de saúde da criança.
A investigação também destacou a falta de exames básicos, que poderiam ter auxiliado na identificação precoce da gravidade do quadro infeccioso. Para os técnicos responsáveis pela apuração, os registros analisados não demonstram a adoção de condutas compatíveis com a evolução clínica apresentada pelo paciente.

Durante o processo de apuração, a Vigilância Sanitária realizou fiscalizações no hospital e autuou a unidade por irregularidades, constatadas no curso da investigação administrativa.
Encaminhamento
Diante das conclusões, o caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, ao Conselho Regional de Medicina e à CPI da Câmara Municipal de Limeira, para análise sob os aspectos criminal, ético-profissional e político-administrativo.
A expectativa é de que os órgãos avaliem eventuais responsabilidades individuais e institucionais relacionadas ao atendimento prestado à criança.
Outro lado
Em nota enviada à TV TODODIA, o Hospital Hapvida afirmou que o atendimento prestado ao menino seguiu os protocolos do Ministério da Saúde vigentes à época. Segundo a instituição, os sinais clínicos apresentados durante os atendimentos indicavam condições consideradas seguras para a concessão de alta médica.
O hospital informou ainda que foi oficialmente notificado sobre o relatório da Secretaria de Saúde e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos adicionais durante as investigações.
O caso segue sob apuração.





