domingo, 29 março 2026

Morte no trânsito é a maior em 5 anos

Cinco cidades da Região tiveram o maior número de mortes em acidentes de trânsito em agosto dos últimos cinco anos. Juntas, Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré registraram nove óbitos em agosto deste ano, acima das sete mortes no mesmo mês em 2018 e 2019 e de cinco mortes cada em 2015, 2016 e 2017. Os motociclistas foram as principais vítimas.

Os dados foram extraídos do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), que faz parte do programa Respeito à Vida. As estatísticas envolvem óbitos nas vias públicas e rodovias.

As mortes aumentaram apesar de ter havido uma redução de 6,22% no número de acidentes não fatais em agosto nas cinco cidades. Em agosto de 2019 ocorreram 305 acidentes nas cinco cidades e, neste ano, foram 286 acidentes.

O secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil de Santa Bárbara d’Oeste, Rômulo Gobbi, acredita que houve aumento do número de mortes na cidade em agosto em decorrência do aumento do motofrete por causa da pandemia do novo coronavírus. Aumentaram as entregas em casa. No município, de cada dez mortes no trânsito, de sete a oito envolvem motociclistas, informou o secretário. E isso ocorreu mesmo a cidade tendo investido em radares de controle de velocidade, em semáforos, em lombadas e outros dispositivos para reduzir a velocidade.

Até por conta desta realidade, a Secretaria de Segurança está fazendo blitze educativas em pontos da cidade, durante a Semana Nacional de Trânsito, justamente para alertar os motoristas em geral e os motociclistas, em particular, sobre o respeito às leis de trânsito, para evitar acidentes e mortes.

AVALIAÇÃO

O engenheiro Carlos Alberto Guimarães, professor colaborador da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), também considerou que não é possível dizer as causas para esse aumento diante da quantidade pequena de acidentes, mas também acredita que tem relação com o crescimento dos serviços de entrega por moto.

Nas cinco cidades analisadas, os homens são as principais vítimas, principalmente na faixa etária de 24 anos. “Muitos homens nesta faixa etária perderam o emprego e compraram uma moto para efetuar entregas. Como ganham por entregas, podem cometer abusos”, afirmou Guimarães. Um dos abusos é o excesso de velocidade.

O professor Creso de Franco Peixoto, da FEC da Unicamp, disse que o banco de dados é “muito reduzido” e a oscilação de universo tão reduzido não dá para concluir que tenha ocorrido algo em particular que tenha gerado a diferença.

Mas o professor Creso observa que o total geral cresce de forma suave e tende a acompanhar o crescimento de massa veicular por habitante/usuário. “O índice é o mesmo e não houve mudança de comportamento. Continua desrespeito às regras de trânsito por parte de alguns motoristas”, informou Creso.

META

Em nota, a Prefeitura de Hortolândia mencionou que, pelos dados do Infosiga, a cidade cumpriu a meta de trânsito seguro no primeiro trimestre deste ano e registra os menores índices de violência no trânsito desde 2015, quando começou a disponibilizar as estatísticas.

E contribuíram para isso os investimentos em mobilidade urbana, como   reativação dos radares em janeiro do ano passado, depois de seis anos desativados, reforço na sinalização e ações educativas, informou a prefeitura.

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