A cidade de Nova Odessa fechou o primeiro trimestre de 2019 registrando o menor volume de captação de água para o abastecimento da população em nove anos.
Entre janeiro e março, foram tratados 1,341 bilhão de litros (média de 14,898 milhões por dia), quantidade 12,7% inferior à registrada no mesmo período de 2013, ano que marcou a guinada na gestão hídrica, com a implementação de uma política de investimentos no setor.
Os dados são da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), responsável pelos serviços.
De acordo com os números, nos últimos dez anos o menor volume de água tratada pela ETA (Estação de Tratamento de Água) havia sido em 2010.
Nos primeiros três meses daquele ano, foram tratados 1,29 bilhão de litros de água bruta para abastecer 51.242 pessoas.
O presidente da Coden, Ricardo Ongaro, destaca a redução gradativa do volume anual de captação.
Em 2013, foram captados 5,9 bilhões de litros para o abastecimento de 20.491 imóveis. Já no ano passado, a companhia retirou 5,3 bilhões de litros dos mananciais para 23.708 casas e estabelecimentos.
Enquanto o número de unidades de consumo subiu 15,7%, a quantidade de água captada caiu 11%. “Sustentabilidade Hídrica é isso: mais pessoas com saneamento básico e menos extração de matéria-prima da natureza”, explica Ongaro.
O prefeito Bill Souza (PSDB) credita a eficiência ao investimento de R$ 50,1 milhões feito nos últimos seis anos pela Coden.
A companhia substituiu 50 quilômetros de redes antigas de água tratada por tubulação mais resistente e durável, trocou 6,6 mil ligações residenciais e 11 mil hidrômetros, adquiriu modernos dispositivos de controle de pressão.
Com isso, reduziu o índice de perdas de 45,1% em 2012 para 26% em 2018 e ampliou a disponibilidade de água na rede.




