Este é segundo pedido que o legislativo recebe, em apenas uma semana, para investigar se há envolvimento do prefeito no escândalo
A Câmara Municipal de Nova Odessa rejeitou nesta segunda-feira (4) novo pedido de CP (Comissão Processante) contra o prefeito Claudio José Schooder, o Leitinho (PSD). Esse é o segundo pedido de investigação apresentado e rejeitado contra o chefe do Executivo no período de uma semana por conta do “Gabinete Itinerante”, evento que a cidade sediou ano passado e é alvo de escândalo do MEC (Ministério da Educação). Investigações apontam que o ministério se transformou em um “balcão de negócios”. Pastor preso pela Polícia Federal chegou a relatar que houve cobrança de R$ 100 mil em propina para a realização do evento em Nova Odessa.
Durante a sessão, o novo pedido de CP recebeu cinco votos contrários e três favoráveis – um voto a mais a favor em relação ao pedido rejeitado na semana passada. Foram favoráveis os vereadores Cabo Natal (Avante), Wagner Moraes (PSDB) e Tiãozinho do Klavin (PSDB).
A nova proposta pedia a investigação das ações do prefeito devido ao escândalo ligado ao evento do MEC na cidade. O chamado “Gabinete Itinerante” ganhou repercussão nacional após denúncias de recebimento de propina envolvendo agentes do governo federal.
A investigação da Polícia Federal e a apuração do caso pelo Ministério Público Federal resultaram na prisão de envolvidos no caso: o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro e os pastores Airton Moura e Gilmar Santos. Os três foram soltos, mas são acusados de formar uma rede de corrupção que pedia propina de prefeitos em troca de verbas públicas e investimentos do ministério.
Mesmo após a rejeição da CP, na última quarta-feira (29), uma servidora pública da cidade protocolou uma representação no Ministério Público pedindo a investigação do prefeito de Nova Odessa, do secretário de Educação, José Jorge Teixeira, e do empresário de Piracicaba José Edvaldo Brito.
Brito disse em depoimento à Polícia Federal que o pastor Arilton Moura solicitou a quantia de R$ 100 mil para realizar o evento em Nova Odessa.
Questionada, a Prefeitura disse que “os vereadores que votaram pela não aceitação do pedido compreendem, assim como a gestão municipal, que não há nenhum tipo de ‘acusação’ contra a Prefeitura ou o prefeito, pelo contrário: a denúncia do suposto pedido de vantagens financeiras partiu do promotor do evento, contra os pastores, citados também por outros prefeitos do país desde que o caso veio à tona, em março deste ano”.
“Como informamos desde então, nem o prefeito, nem o secretário municipal de Educação sofreram qualquer pedido de vantagens dos pastores antes, durante ou depois do Gabinete Itinerante oficial do MEC na cidade, em agosto do ano passado”, traz nota da administração.






