Unidade pública de Nova Odessa foi alvo de denúncia de “confinamento” de 21 crianças dentro de carrinhos de bebês
A mãe de um ex-aluno da creche CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Padre Renato Marchiori, em Nova Odessa, contou ao TODODIA as experiências que ela e o filho, de três anos, tiveram na unidade creche. A creche foi denunciada pelo “confinamento” de 21 bebês dentro de carrinhos em uma única sala e a diretora do centro de educação infantil foi acusada de aumentar o número de crianças no ambiente.
A mulher, que preferiu manter a identidade sob sigilo, conta que o filho possui algumas limitações devido a um atraso no desenvolvimento da fala. Por isso, ele não consegue se comunicar, mas sempre foi uma criança calma e amorosa. Porém, após começar a frequentar a creche, o comportamento do menino mudou.
“Na primeira semana, a adaptação foi uma benção! Ele ia todo feliz! Na segunda semana começou o inferno. Eu parava o carro na frente da escola e ele chorava de se contorcer. Ele começava a gritar e perdia até o ar! Eu entrava na escola e ele se agarrava em mim! As professoras falavam que era porque era adaptação, mas no fundo sabia que tinha algo errado”, relata a mãe.
Como a criança não conseguia se comunicar, ela começou a apresentar outros sinais de incômodo com a escola. Segundo a mãe, o filho sempre se alimentou bem, mas depois de ingressar na creche, começou a se recusar a comer e beber água.
Para justificar as reações do aluno, a diretora da creche questionou a mãe se a criança estava “madura o suficiente” para frequentar o centro de educação infantil devido ao atraso no seu desenvolvimento. Como tirar o filho da creche não era uma alternativa, pois ela e o marido precisavam trabalhar e não tinham ninguém para deixar o menino, a sugestão da diretora foi mudá-lo para uma série inferior.
Incomodada com a situação, a mulher comunicou a responsável pelo CMEI que pretendia tirar o filho da escola e pediu ajuda para que conseguisse uma vaga em outra creche, mas diz que foi destratada pela direção.
“Ela foi bem sarcástica e me disse que era impossível, mas que ligaria na creche que eu solicitei. Ela disse ainda que se eu quisesse um tratamento VIP, que eu tinha que pagar, porque nenhuma creche era obrigada a receber meu filho, porque simplesmente ele não se adaptava.”, conta ela.
Como nas outras creches não havia mais vagas, a mãe resolveu manter o filho na escola e aceitou a sugestão de rebaixá-lo de série. A criança ficou até dezembro passado no centro de educação infantil.
Questionada especificamente sobre as declarações da mãe, a assessoria de imprensa da prefeitura não retornou até esta publicação.
A escola foi denunciada à Polícia Civil por uma funcionária, que relatou um “confinamento” de 21 crianças dentro de carrinhos de bebês, em uma única sala do Berçário 1. A diretora também é acusada de aumentar o número de 14 para 21 bebês na sala, com apenas duas professoras no local, adicionando mais um grupo de recém-nascidos ao mesmo ambiente. A prefeitura apura o caso.





