Caso virou caso de polícia; diretora de escola é acusada de aumentar número de crianças em sala
O Ministério Público do Trabalho (MPT) apura a denúncia de possível sobrecarga de funcionários na CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Padre Renato Marchiori, no Jardim Alvorada, em Nova Odessa. No início do mês, o TODODIA mostrou o “confinamento” de 21 crianças dentro de carrinhos de bebês, em uma única sala do Berçário 1. O caso foi parar na Polícia Civil.
As próprias educadoras da unidade disseram que alertaram os riscos após a diretora da creche decidir aumentar o número de 14 para 21 bebês na sala, com apenas duas professoras no local.
A denúncia foi encaminhada ao MPT pelo Sindicato dos Servidores no dia 26 de agosto, apontando que o município pretende abrir nova turma de berçário, sem o acréscimo de espaço físico e de profissionais para o cuidado e guarda das crianças.
Diante da denúncia, a procuradora do Trabalho Alvamari Cassillo Tebet pediu esclarecimentos à Prefeitura, que protocolou a sua manifestação no dia 5 de setembro. O caso está com a procuradora, que ainda não despachou nos autos.
“Trata-se de uma denúncia de possível sobrecarga de funcionários (…) existe a possibilidade da notícia de fato ser convertida em inquérito civil. Precisamos aguardar a manifestação da procuradora. Caso haja a publicação da portaria de inquérito, a prefeitura (de Nova Odessa) passa a ser formalmente investigada”, disse o MPT por meio da assessoria de imprensa.
A situação, registrada por servidores, foi alvo de críticas do sindicato. “Os carrinhos não são adequados para as crianças. Recebemos fotos de educadora alimentando mais de uma criança com o mesmo prato. Isso pode acarretar em transmissão de doenças. Não pode ficar por um grande período de tempo dentro carrinho”, denunciou o diretor do Sindicato dos Servidores, Adriano José do Carmo Rosa.
Em depoimento à Polícia Civil, uma funcionária disse ter recebido ameaças da própria diretora da creche e outra afirma ter sido interrogada “ilegalmente” por um secretário adjunto da Prefeitura. Boletim de ocorrência foi registrado.
Por conta da exposição do caso, a Prefeitura de Nova Odessa instalou procedimento administrativo para apurar as denúncias. “A própria Prefeitura também já está apurando o ocorrido em procedimento interno porque, como dissemos, não havia, por parte da Secretaria de Educação, qualquer “autorização” ou “orientação” para adoção daquele procedimento (…) A Prefeitura vai, inclusive, prestar todas as informações que vierem a ser solicitadas pelo MP e demais órgãos de controle e fiscalização”, disse.





