Segunda, 27 Junho 2022

Órfã de mãe, menina foge da casa da tia, onde era abusada pelo primo

Órfã de mãe, menina foge da casa da tia, onde era abusada pelo primo

Órfã de mãe, uma estudante de 15 anos informou à polícia que era vítima de abuso sexual praticado pelo primo desde novembro do ano passado e, por isso

Órfã de mãe, uma estudante de 15 anos informou à polícia que era vítima de abuso sexual praticado pelo primo desde novembro do ano passado e, por isso, fugia da casa da tia, que tem sua guarda. Os fatos ocorreram no Conjunto Habitacional dos Trabalhadores, em Santa Bárbara d'Oeste.

Foi registrado boletim de ocorrência, acionado o Conselho Tutelar e a jovem ficou sob os cuidados da industriária L.S., 41, que tinha amizade com a mãe da vítima.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem residia na casa da tia desde novembro do ano passado, porque sua mãe faleceu e seu pai não quis abrigá-la.

A vítima alegou que teria fugido três vezes da casa da tia porque era abusada pelo primo. Na última quarta-feira (4) à noite a jovem procurou abrigo na casa da amiga e esta perguntou a razão de fugir e não respeitar a tia.

Ela então confessou que fazia isso porque havia sido abusada sexualmente pelo primo. A adolescente relatou que os abusos começaram em novembro do ano passado, ocasião em que perdeu a virgindade. Segundo a jovem, os abusos ocorriam nos horários e dias em que a tia trabalhava.
A adolescente está abrigada e sob os cuidados da amiga. O boletim de ocorrência foi registrado às 22h23 de quinta-feira (5). Até ontem à tarde a Polícia não havia procurado o acusado.



Industriária se oferece para abrigá-la

O que motivou a industriária L.S. a abrigar a jovem foram os laços de amizade que tinha com a falecida mãe dela. "Eu tinha amizade com a mãe dela havia 28 anos. Eu a vi nascer. Passei um momento muito difícil na minha vida, com a minha separação, estava desempregada e fui morar dentro da casa dela. A gente tem um vínculo muito grande", relatou a industriária.

L. participou nesta semana de palestras na empresa onde trabalha sobre violência doméstica e abuso sexual contra as mulheres, por causa da Semana da Mulher. Um dos alertas na palestra era sobre as testemunhas silenciosas dos abusos que se calavam. Por isso, decidiu que não poderia ficar quieta diante do desabafo da estudante.

A jovem confia nela, contou. "Ela veio pedir ajuda, porque sou uma âncora", relatou a amiga.
A mulher não tem condições de sustentar a adolescente, porque tem cinco filhos e netos. E ajuda alguns deles. Ontem, às 13h, compareceu no Conselho Tutelar para expor o que ocorreu. Segundo a industriária, a adolescente tem um retardo mental de cinco anos e, por isso, tomou precauções para confirmar a veracidade das informações.

Chamou a irmã mais velha da jovem, de 23 anos, e fizeram perguntas para ela. A vítima contou a mesma história todas as vezes e não caiu em contradições. Todo o tempo, a jovem disse que havia guardado segredo porque tinha medo de apanhar do pai e da tia.

Inicialmente, a adolescente contou a história para a filha de 14 anos da industriária. As duas são amigas.

Segundo a testemunha, o acusado já tem passagens pela polícia. Saiu da prisão ano passado. Com receio de sofrer ameaças, a representante iria pedir medidas protetivas.

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