Segunda, 08 Agosto 2022

Pandemia aumentou número de feirantes

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Pandemia aumentou número de feirantes

Quantidade de trabalhadores nas feiras da cidade cresceu em 12,5% 

Feirantes | Número aumentou após a pandemia e atual cenário econômico (Foto: Marília Pierre)

Impulsionado pela pandemia e cenário econômico adverso, o número de feirantes aumentou 12,5% em Americana entre os anos de 2019 e 2022, apontam dados da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos da cidade.

Entre o início da pandemia e este ano, a quantidade de feirantes regularizados em Americana aumentou de 240 para 270, sem contar os que estão na chamada "fase de experiência". Durante o período crítico da pandemia, houve um tempo de pausa nas atividades. Na retomada, 132 feirantes desistiram e outros assumiram as vagas remanescentes.

O economista Roberto Brito de Carvalho, professor da PUC Campinas, associa o aumento do desemprego e a falta de empregos formais com boa remuneração ao crescimento dos feirantes na região.

"A busca pela sobrevivência faz com que as pessoas se movam e efetivamente demandem novas soluções. Numa situação como essa, a oportunidade de ter um comércio autorizado pela prefeitura, em um ambiente próprio para esse tipo de situação, que é por exemplo uma banca na feira, faz com que as pessoas se direcionem para essa atividade", aponta.

Desde o início da pandemia, 279 pessoas pediram a regularização como feirantes. Desse número, 171 conseguiram realizar o período de experiência. A Prefeitura de Americana informou que tem planos de oferecer maior número de vagas para atender a população. Atualmente, não existem vagas disponíveis na maioria das feiras, segundo a Secretaria.

As vagas nas feiras livres são designadas de acordo com o espaço físico disponível e com a atividade solicitada. A maior parte dos requerimentos é para venda de bolos, doces caseiros e gourmet, pasteis e produtos de Minas Gerais, segundo a secretaria.

O aumento do número de feirantes se relaciona com as condições econômicas atuais que afetam grande parte da população, avalia o economista. Para essas pessoas, a atuação nesses comércios seria uma oportunidade de complementação de renda. "Estamos vivendo uma ausência de possibilidade de trabalho da economia formal, uma taxa de desemprego muito alta, e uma queda de renda, mesmo para aqueles que estão trabalhando", disse.

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