
Paulínia já conta com a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, um marco histórico na saúde pública brasileira. O imunizante, totalmente produzido no país, representa um avanço significativo no enfrentamento da doença, que há anos desafia estados e municípios com surtos recorrentes.
Neste primeiro momento, a vacinação está sendo destinada aos profissionais da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde. A aplicação é feita em dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, ampliando a eficácia da estratégia de imunização.
Proteção ampla e estratégia inicial
A chegada da vacina reforça as ações de prevenção e combate à dengue no município. O fato de o imunizante ser administrado em dose única facilita a logística de aplicação e amplia a adesão, especialmente entre os profissionais de saúde, que estão na linha de frente do atendimento à população.
Além de proteger contra os quatro sorotipos da doença — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — a vacina representa um avanço científico nacional, consolidando o protagonismo do Instituto Butantan na pesquisa e desenvolvimento de imunizantes.
Prevenção continua sendo fundamental
Apesar do avanço proporcionado pela vacinação, as autoridades de saúde reforçam que o combate à dengue depende também da colaboração da população.
“Um importante avanço contra a dengue, mas não podemos deixar de lado os demais cuidados. É preciso que todos em suas casas ou trabalho evitem deixar água acumular, para que o mosquito Aedes aegypti não se reproduza”, destacou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Jaqueline Febraio.
A orientação é que moradores e trabalhadores mantenham atenção redobrada em quintais, calhas, vasos de plantas, caixas d’água e qualquer recipiente que possa acumular água parada — ambiente ideal para a proliferação do mosquito transmissor.
Ampliação do público-alvo
O Ministério da Saúde informou que a ampliação da vacinação ocorrerá a partir do segundo semestre deste ano. A estratégia prevê iniciar a imunização pela população de 59 anos e, gradativamente, seguir em ordem decrescente de idade, até alcançar jovens de 15 anos.
A medida amplia a expectativa de controle da doença em diferentes faixas etárias, especialmente diante do aumento de casos registrado nos últimos anos em diversas regiões do país.
Enquanto a vacinação avança, o alerta permanece: imunização e prevenção devem caminhar juntas para reduzir casos, internações e óbitos causados pela dengue.





