Os acidentes de trânsito envolvendo colisões contra postes têm se tornado cada vez mais comuns em Paulínia e provocado uma série de transtornos. Além do prejuízo ao motorista responsável, muitos moradores ficam sem energia por horas — e serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água, também são afetados.
Entre janeiro e agosto de 2025, a CPFL Paulista registrou 537 interrupções causadas por acidentes envolvendo a rede elétrica na região de Campinas.

Quanto custa reparar um poste?
O valor varia conforme o tipo de estrutura danificada. “Varia de três mil até quatorze mil reais, dependendo se o poste tem algum equipamento, como transformador, ou se é apenas uma estrutura simples”, afirma Gerivaldo Nunes, consultor de relacionamento da CPFL.
Postes com equipamentos críticos exigem troca completa, uso de maquinário pesado e uma equipe maior — fatores que aumentam o custo e o tempo de restabelecimento.
A concessionária lembra que, quando um veículo colide com um poste, o responsável pelo acidente arca com os custos. “Todo acidente causado pelo motorista é de responsabilidade dele. O poste está em via pública”, explica Gerivaldo.
A placa do veículo é registrada e a cobrança é enviada ao endereço do proprietário. Segundo a empresa, é possível solicitar parcelamento.
E se o motorista foge?
Mesmo nos casos de fuga, a CPFL tenta identificar o condutor por meio de câmeras e registros da prefeitura. “Hoje é difícil não localizar, porque consultamos câmeras e bases da prefeitura”, afirma.
Somente quando a identificação não é possível o prejuízo não é repassado.
Impacto na cidade
A queda de um poste pode interromper a energia de bairros inteiros e até comprometer serviços essenciais.
Além disso, o início do reparo depende da liberação da polícia, que precisa realizar a perícia no local. “Quando afeta um poste com equipamentos, o restabelecimento pode ser mais demorado”, diz o consultor.
Prejuízo para moradores
Se eletrodomésticos queimam após um acidente que derruba um poste, o morador pode pedir ressarcimento. “O cliente deve solicitar o ressarcimento à CPFL. A gente segue o protocolo da Aneel”, explica Nunes.
A CPFL disponibiliza em seu site orientações de segurança e campanhas educativas para reduzir acidentes e conscientizar motoristas sobre os riscos.





