sexta-feira, 20 março 2026
MORADIAS

Paulínia conclui oficinas e avança na construção do Plano Municipal de Habitação

Mais de 400 moradores contribuíram em oficinas que ajudam a mapear o déficit e orientar políticas públicas
Por
Thayla Nogueira
O processo inclui oficinas, questionários online, visitas de campo e entrevistas com diferentes atores sociais. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Paulínia concluiu a última oficina para a elaboração do Plano Municipal de Habitação, reunindo moradores no Centro de Convivência do Idoso Tia Lídia, no Jardim Fortaleza. O encontro marcou o encerramento de uma série de quatro reuniões realizadas em diferentes regiões da cidade.

A proposta das oficinas foi identificar, de forma detalhada, os principais problemas habitacionais enfrentados pela população, com participação ativa dos moradores. Ao todo, mais de 400 pessoas contribuíram com sugestões e relatos.

Segundo o secretário de Habitação, Marcelo Mello, o objetivo é estruturar uma política pública contínua e duradoura. “O principal objetivo é a criação de um plano municipal que faça com que a administração pública possa contar com entregas contínuas de habitação pra população de baixa renda”, afirmou.

Déficit habitacional ainda é desafio
Apesar de ser considerada uma cidade economicamente forte, Paulínia ainda enfrenta déficit habitacional. A nova proposta busca enfrentar esse cenário com planejamento técnico e escuta popular. “Nós temos um déficit habitacional (…) a gente passa por uma decisão que coleta informações, que ouve a população e toma decisão com base nessa situação”, destacou o secretário.

Diagnóstico detalhado
O levantamento está sendo conduzido pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), responsável por analisar dados e identificar o perfil das famílias que mais precisam de moradia.

De acordo com o coordenador do projeto, Paulo Silvino Ribeiro, essa etapa é fundamental para direcionar as ações futuras. “Essa primeira etapa se resume ao diagnóstico sobre o déficit habitacional e o perfil socioeconômico de quem mais precisa de habitação”, explicou.

O processo inclui oficinas, questionários online, visitas de campo e entrevistas com diferentes atores sociais. “Não é um plano de gabinete, é um plano dialogado com a população”, reforçou.

Realidade dos moradores
Entre as principais dificuldades apontadas está o peso do aluguel no orçamento familiar e o acesso limitado ao financiamento imobiliário.

Morador da cidade há mais de 15 anos, o motorista Daniel Pires da Silva participou de uma das oficinas em busca de alternativas. “Eu vim no interesse de conseguir a minha casa própria, porque é muito pesado pagar aluguel”, relatou.

Ele também destaca que o sonho da casa própria ainda parece distante. “Já tenho vinte e oito anos de casado e sempre pagando aluguel (…) é um sonho ter a casa própria”, disse.

Próximos passos
A próxima fase prevê a consolidação do diagnóstico, com previsão de conclusão entre abril e maio. A partir daí, serão definidas estratégias que contemplem ações imediatas e também de médio e longo prazo.

A participação popular continua por meio de um formulário online disponível no site da Prefeitura, permitindo que mais moradores contribuam com o planejamento.

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