Paulínia encerrou a programação do Mês Internacional da Mulher com uma série de ações que foram além das homenagens e buscaram promover informação, acolhimento e fortalecimento feminino.
A iniciativa, organizada pela Secretaria da Mulher, levou atividades para diferentes regiões da cidade e reuniu debates sobre direitos, comportamento e protagonismo.

Durante todo o mês, a proposta foi ampliar o acesso das mulheres a serviços e orientações, especialmente para aquelas em situação de vulnerabilidade.
“A nossa programação foi muito diversificada. Tivemos palestras sobre direitos das mulheres, resiliência e também levamos a carreta itinerante para os bairros, com serviços para mulheres que muitas vezes não têm acesso”, explicou a secretária da Mulher, Ângela Duarte.

Serviços levados aos bairros
Um dos destaques da programação foi a carreta itinerante, que percorreu regiões da cidade oferecendo atendimentos gratuitos. A ação reuniu diferentes áreas da administração pública em um único espaço.
“Lá nós tivemos cadastro único, empregabilidade, fundo social com doação de roupas, além de atendimento de saúde com orientação e kits de higiene bucal”, detalhou Ângela.
A estratégia buscou descentralizar os serviços e garantir que mais mulheres fossem atendidas, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades de acesso.
Mais do que falar sobre violência
Embora a violência contra a mulher ainda seja uma realidade preocupante, a proposta da programação também foi ampliar a forma como o tema é tratado.
“Nós sabemos que existe a violência, mas nós não somos só isso. Temos conquistas todos os dias e precisamos mostrar que estamos ocupando o espaço que é nosso, com dignidade”, ressaltou a secretária.
Segundo ela, o objetivo é reforçar que a mulher deve ser vista como protagonista na sociedade, com direitos e potencial de transformação.
Comunicação como ferramenta de empoderamento
O encerramento das atividades contou com a palestra “Sem vergonha de ser você”, ministrada pelas jornalistas Roberta Campos e Roberta Gregório, especialistas em comunicação.
O encontro abordou a importância da comunicação como ferramenta de posicionamento e crescimento pessoal. “A gente quer mostrar que as mulheres não precisam ter vergonha de trazer suas opiniões. Elas precisam potencializar a voz e usar a comunicação de maneira efetiva no dia a dia”, afirmou Roberta Campos.
Durante a palestra, foram apresentadas técnicas relacionadas à postura, uso da voz e autoconhecimento, com foco em ajudar as participantes a se expressarem com mais segurança.
Falar menos, ouvir melhor
Outro ponto destacado foi o uso estratégico da comunicação. Para Roberta Campos, saber ouvir é parte essencial do processo.
“Uma dica importante é ouvir mais do que falar. Quando você escuta, constrói melhor sua argumentação e, quando fala no momento certo, as pessoas realmente te escutam.”
A proposta é incentivar uma comunicação mais consciente, com intenção e clareza.
A força das diferenças
A valorização das características individuais também foi tema da palestra. Para Roberta Gregório, aquilo que muitas vezes é visto como limitação pode ser, na verdade, um diferencial.
“Muitas vezes a gente acha que ser diferente é um problema, mas é isso que traz potência para a nossa comunicação e para a nossa vida. É o que faz a gente se destacar nos espaços onde atua.”
Ela também destacou a importância da intencionalidade na fala como forma de ampliar o espaço feminino.
“Quando a mulher sabe o que quer com a fala dela, ela se posiciona melhor, é ouvida e conquista representatividade.”
Aprendizados que vão além do evento
Quem participou destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. A advogada Marisa Batista de Souza ressaltou a importância da comunicação no dia a dia profissional.
“Na minha área, é essencial você não ter vergonha de quem você é e do que você defende. A comunicação é fundamental para demonstrar sua ideia, sua tese.”
Já a assessora de esportes Giovana Barroso chamou atenção para a comunicação não verbal.
“A forma como a gente se apresenta passa uma mensagem. A vestimenta, a postura, tudo isso influencia na forma como somos percebidas.”
Ações continuam ao longo do ano
Apesar do encerramento da programação de março, a Secretaria da Mulher informou que as ações continuam ao longo do ano, com campanhas educativas, atividades em escolas e mobilizações sociais.
A proposta é manter o debate ativo e ampliar a conscientização sobre direitos, segurança e igualdade.





