segunda-feira, 13 abril 2026
INCLUSÃO

Paulínia passa a contar com Polo de Empregabilidade Inclusiva para pessoas com deficiência

Iniciativa do programa estadual “Meu Emprego Inclusivo” oferece atendimento gratuito e busca aproximar candidatos e empresas no município
Por
Thayla Nogueira
Em Paulínia, os atendimentos são realizados no Fundo Social e incluem orientação inicial, cadastro e acompanhamento individual. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

Paulínia passou a contar com o Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI), iniciativa do programa estadual “Meu Emprego Inclusivo” voltada à ampliação do acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e o Governo do Estado de São Paulo. O serviço é gratuito e tem como objetivo aproximar empresas e candidatos, além de oferecer suporte durante todo o processo de inserção profissional.

Conexão entre vagas e candidatos
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Di Giacomo, o programa atua diretamente em uma dificuldade comum enfrentada por municípios na área da inclusão profissional.

“O PEI é um polo de empregabilidade inclusiva que vai ajudar a conectar o perfil do candidato com a vaga disponível”, explica.

Segundo ele, o desafio não está apenas na busca por emprego por parte dos candidatos, mas também na dificuldade das empresas em localizar profissionais que atendam às exigências legais. “As empresas buscam no mercado e não encontram candidatos”, afirma.

Inclusão vai além da qualificação
Para quem vivencia essa realidade, a dificuldade de inserção profissional ultrapassa a formação técnica. O jornalista Miguel Samuel de Araújo, que também é pessoa com deficiência, afirma que a falta de oportunidades muitas vezes está relacionada à forma como esses profissionais são vistos.

“Às vezes não é falta de capacidade, é falta de uma interlocução positiva entre o candidato e o empregador”, afirma.

Ele também aponta que o preconceito ainda interfere nas chances de contratação. “As pessoas olham e já fazem uma leitura. Muitas vezes não dão oportunidade de mostrar o que eu sei.”

Segundo Miguel, o PEI atende a uma demanda antiga por mais inclusão no mercado de trabalho. “É resultado de um anseio de muitas pessoas com deficiência que querem entrar no mercado de trabalho”, completa.

Como funciona o atendimento
Em Paulínia, os atendimentos são realizados no Fundo Social e incluem orientação inicial, cadastro e acompanhamento individual. A metodologia utilizada é a do Emprego Apoiado, baseada no princípio de que toda pessoa pode ser empregada, desde que receba suporte adequado.

Além disso, os participantes recebem orientações sobre qualificação profissional e documentação necessária, como laudos médicos. “Eles são instruídos para entender a vaga e o que precisam para chegar ao mercado”, explica o secretário.

Os atendimentos ocorrem periodicamente mediante agendamento, e a expectativa é ampliar a inclusão profissional na cidade.

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