
Quatro meses após concluir a investigação sem indiciamentos, a Polícia Federal (PF) voltou atrás e decidiu indiciar por calúnia contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os moradores de Santa Bárbara d’Oeste, o empresário Rodrigo Mantovani Filho, sua esposa Andreia Munarão e o genro Alex Zanatta Bignotto.
A reviravolta no caso, que havia sido concluído em fevereiro, se deu, principalmente, pela troca do delegado do caso. Thiago Severo de Rezende discordou da decisão anterior e decidiu indiciá-los por calúnia, com o agravante do caluniado se tratar de um funcionário público.
O caso ocorreu em julho de 2023, no aeroporto de Roma, capital da Itália. Em relato da época, de acordo com a PF, Andréia Mantovani xingou o ministro de “bandido, comunista e comprado”. Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e teria chegado a agredir fisicamente o filho do ministro. Já Alex Zanatta Bignotto disparou palavras de baixo calão.
A defesa dos indiciados divulgou uma nota repudiando a nova decisão da PF. Acompanhe:
“Causa perplexidade e enorme surpresa a nova manifestação da Polícia Federal, agora pelo indiciamento dos investigados. Recorde-se que ela nasce da mesma Polícia Federal que, não faz muito, opinou expressamente pelo arquivamento das investigações! Destaque-se: essa drástica mudança acontece sem que nada de novo, nenhuma outra prova, tenha sido juntada aos autos. Este inquérito, que já havia sido relatado, lamentavelmente tem se revelado um verdadeiro “vale tudo”. Nele só não vale o respeito aos princípios mais sagrados do Direito. Lamentável sob todos os títulos!”.