Sábado, 25 Junho 2022

Pico da 2ª onda mata o dobro da 1ª

Pico da 2ª onda mata o dobro da 1ª

O pico da segunda onda da pandemia da Covid-19 na região de Campinas matou o dobro de pessoas em relação ao pico da primeira onda, no ano passado.Fora
O pico da segunda onda da pandemia da Covid-19 na região de Campinas matou o dobro de pessoas em relação ao pico da primeira onda, no ano passado.
Foram 3,7 mil óbitos pela doença em março e abril deste ano - os dois mais letais da pandemia até aqui - contra 1,8 mil em julho e agosto de 2020, os dois mais letais do ano passado. As estatísticas são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados)
Mês do pico da segunda onda da pandemia da Covid-19, abril terminou ontem como o mais letal da pandemia até aqui no DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, somando 2.045 óbitos nas 42 cidades ao longo do mês. O novo recorde é 23% superior ao recorde antigo, registrado em março, quando 1.661 pessoas perderam a vida para a doença na região de Campinas.
Com os óbitos de abril, a região chegou à marca de 9.098 mortes por Covid-19.
Desde o início de março, especialistas e membros do Centro de Contingência do Coronavírus do estado de São Paulo têm alertado que a segunda onda da pandemia seria mais letal que a primeira, seja pelo desrespeito às medidas de isolamento pelos mais jovens, pelo aparecimento das variantes ou pela alta ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
E isso se confirmou em março e abril, que sozinhos correspondem à soma dos óbitos ocorridos na região entre 1º de maio e 31 de novembro do ano passado. Ou seja, nos últimos 60 dias, a região teve o mesmo número de mortes que em 210 dias do ano passado.
O índice alarmante é atingido em meio a uma fase de transição que sinaliza para a abertura das atividades econômicas e também ao iminente retorno das aulas presenciais na rede pública.
Outro dado da Fundação Seade que merece atenção é em relação às novas internações, por meio do qual se identifica a tendência do ritmo de transmissão da doença.
A média de internações ficou em elevação de 14 de fevereiro a 30 de março, quando estabilizou na casa das 320 novas internações por dia, e começou a cair. O movimento de queda chegou até a média de 186 novas internações por dia na última segunda-feira (26), mas desde então apresenta estabilidade com ligeiro aumento.
Em relação às mortes, no final de março, o Centro de Contingência estadual disse que a previsão era que elas começassem a diminuir de ritmo na segunda quinzena de abril. Isso parece ter ocorrido, já que das 2.045 mortes, 1.163 ocorreram na primeira quinzena e 882 na segunda.

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