A Prefeitura de Piracicaba retirou da Câmara Municipal dois projetos de lei sobre revisão anual de vencimentos e salários dos servidores públicos, além de alterações na concessão de vale-alimentação e vale-café da manhã. A decisão veio após pressão do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, que classificou a medida como desrespeito às negociações em curso.
Segundo o sindicato, os projetos só deveriam ir à Câmara após conclusão do diálogo com a entidade. Uma assembleia geral está marcada para terça-feira (31), em frente ao Centro Cívico, para discutir os próximos passos.

Críticas à gestão municipal
José Valdir Sgrigneiro, presidente do sindicato, acusou o prefeito Helinho Zanatta (PSD) de não cumprir promessas de campanha sobre valorização do funcionalismo. “Uma das bandeiras era a valorização dos servidores. Infelizmente, na prática, nada disso está acontecendo, a começar pela proposta irrisória do vale-alimentação e café da manhã”, comentou.
Sgrigneiro destacou que 60% a 70% dos 8 mil servidores ganham cerca de R$ 3.400, o piso salarial, e sentem mais o impacto de reajustes abaixo do esperado. “Por isso lutamos por índices que realmente impactem a vida dos trabalhadores”, concluiu.
Detalhes das propostas retiradas
O projeto de revisão previa reajuste de 3,81% a partir de 1º de março de 2026, referente à data-base de março de 2025 a fevereiro de 2026, para servidores da administração direta, autarquias e Câmara Municipal. Na justificativa, Zanatta pediu aprovação unânime para evitar prejuízos aos vencimentos.
Quanto aos benefícios, o vale-alimentação seria de R$ 340 mensais em cartão magnético, proporcional aos dias trabalhados, e o vale-café da manhã, R$ 60 mensais, também proporcional à jornada.





