
Servidores municipais de Piracicaba permanecem em estado de greve após a assembleia realizada na noite de segunda-feira (31), quando voltaram a rejeitar a contraproposta salarial apresentada pela gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD), segundo o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região. A primeira assembleia ocorreu em 6 de fevereiro.
Entre as principais reivindicações, o funcionalismo pleiteia um reajuste salarial de 12,62%, o aumento do vale-alimentação de R$ 270 para R$ 500 e o reajuste do vale-café da manhã de R$ 40 para R$ 100.
Negociações
A proposta anterior da administração, de 4,10%, já havia sido recusada pela categoria.
Posteriormente, a prefeitura protocolou na Câmara Municipal o índice de 3,81%, mas acabou recuando diante da repercussão negativa.
O estado de greve funciona como um estágio de alerta e possibilita a organização de uma eventual paralisação, caso não ocorram avanços nas tratativas.
A categoria pode, a qualquer momento, deliberar pela greve, respeitando os ritos previstos em lei.
Questionamentos
Durante a assembleia, também foram registradas críticas à falta de valorização profissional e às condições de trabalho.
Servidores relataram dificuldades cotidianas e expressaram descontentamento com a condução das negociações por parte do governo.
A entidade representativa afirma que mantém o canal de diálogo aberto e aguarda uma nova proposta do Executivo.
Uma nova assembleia deverá ser convocada nos próximos dias para definir os rumos do movimento.
A Prefeitura de Piracicaba foi procurada desde o início das negociações, mas optou por não responder à reportagem.
*Atualizado às 14h39.





