Terça, 18 Janeiro 2022

População endividada atinge 24% na região

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População endividada atinge 24% na região

Estudo da Acic mostra Americana e Santa Bárbara pouco acima da média da Região Metropolinatana de Campinas 

O número de pessoas endividadas em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços em Americana e Santa Bárbara cresceu 1,85% em cada uma das cidades entre janeiro e outubro deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. Em ambas as cidades, o índice de endividamento em 2021, até agora, está ligeiramente acima da média registrada na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Enquanto Americana possui 24,2% da população economicamente ativa com débitos abertos, Santa Bárbara d'Oeste tem 24,3% desse grupo com dívidas em atraso. Em toda RMC o índice é de 24,1%.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas).
O número de endividados em Americana até outubro de 2020 era de 38.708 pessoas, já no mesmo período de 2021 são 39.425 devedores.

O valor total da dívida do grupo passou de R$ 27,8 milhões para aproximadamente R$ 28,4 milhões, uma variação de R$ 524 mil.

Em Santa Bárbara, o número de pessoas com dívidas abertas aumentou de 32.525 para 33.128. Já o valor total devido passou de R$ 23,4 milhões para 23,8 milhões, com variação de R$ 440 mil, levemente menor do que a cidade vizinha.

"A intenção é avaliar como a pandemia impactou no pagamento das contas no comércio por parte da população", explica o economista Laerte Martins, da Acic.

De acordo com ele, apesar do número de endividados ter aumentado em Santa Bárbara d'Oeste, a cidade apresentou índice 0,1% menor, entre 2020 e 2021, o que representa ligeira melhora.

"A inadimplência não foi tão expressiva assim, uma vez que poderia ter atingido uma variação maior", afirma.
Martins comenta que cidades menores da região registraram níveis mais alto de devedores.

"Quanto menor a cidade, maior foi o índice. Cidades como Artur Nogueira e Morungaba tiveram índices na casa dos 25%".

Para ele, a queda do poder de compra, resultado da desvalorização da renda, e o desemprego são causas possíveis das variações. "Tanto emprego quanto renda impactam diretamente no cumprimento dos compromissos financeiros e isso pode ter sido a causa dos resultados."

No início da última semana, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgou que houve uma queda de 0,9% na intenção de compra dos brasileiros entre outubro e novembro.

O dado faz parte do ICF (Intenção de Consumo das Famílias), indicador que mede a capacidade de consumo.

Apesar da queda, o número é 5,1% maior do que o mesmo período do ano passado. 

 

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