Quarta, 26 Janeiro 2022

Profissões na área de TI estão em alta e pedem qualificação

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Profissões na área de TI estão em alta e pedem qualificação

Levantamento de associação aponta crescimento de 310% nas contratações do setor durante a pandemia 

Suporte | Thalita Politore, que trabalha em empresa de TI (Foto: Divulgação)
Desenvolvedor, técnico de informática, analista de sistemas, analista de suporte, analista de testes, analista de infraestrutura, gerente de projetos; designer, analista de Business Intelligence e gerente de TI. De acordo com o BNE (Banco Nacional de Empregos), essas são as 10 profissões que mais cresceram em oportunidades em 2021.

A Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Informação e Comunicação) realizou um levantamento que aponta alta de 310% nas contratações no setor, mesmo durante a pandemia. Entre janeiro e março de 2019, o mercado ganhou 17.067 profissionais de TI, enquanto no mesmo período deste ano foram 52.743 novos empregos gerados, quase a mesma marca registrada durante todo o ano passado (59.153).

A associação estimou ainda que seria necessária a contratação de 70 mil pessoas para suprir o déficit de profissionais apenas em 2021 e que, até 2024, esse número deve subir para 420 mil. A demanda reprimida é 25% em IoT (sigla em inglês para internet das coisas), 11% em segurança, 10% em Big Data, 6% em nuvem e 2% em AI (Inteligência Artificial).
Completam a lista profissionais administrativos (19%), de nível técnico (14%) e em outras tecnologias (13%).

Supervisora de suporte técnico em TI, Thalita Politore trabalha em uma empresa de tecnologia de Americana e diz que novos postos foram criados tanto para o departamento que comanda quanto para outros, e que ainda há vagas abertas. "Procuramos por profissionais formados e estagiários. Hoje a dificuldade é encontrar quem já tenha alguma experiência de mercado entre os já graduados", comenta.

Thalita explica que é importante para quem quer entrar na área definir em que campo de atuação pretende seguir.
"Percebemos que muita gente vem em busca de colocação, mas não tem certeza do que quer fazer, se desenvolvimento, design ou análise. Queremos quem já tenha alguma vivência."

Em atividade desde 2002, a empresa onde atua começou oferecendo serviços em automação comercial, quando a maior parte do trabalho era comercializar e instalar impressoras fiscais. Em 2010, passou também a trabalhar com o desenvolvimento de softwares e há quatro anos conta com um departamento de TI, responsável pela estruturação de redes. "Somos 18 pessoas responsáveis por clientes aqui da região e de alguns outros estados, como o Ceará. Atendemos muito empresas dos setores comercial e de restaurantes, mas não só." Ela está na área há 10 anos e despertou a paixão por computadores depois de ser inserida no mercado pelo Soma (Serviço de Orientação Multidisciplinar para Adolescentes).
"Fui para uma empresa de tecnologia e lá me interessei muito pela área", conta.

MERCADO EM ALTA
"Atualmente, tanto empresas multinacionais quanto nacionais estão desesperadas à procura de estagiários e profissionais de tecnologia. Não há pessoal qualificado suficiente no mercado", comenta a diretora da Faculdade de Análise de Sistemas da PUC-Campinas, Sílvia Cristina de Matos Soares. A instituição foi a primeira do país a oferecer o curso que dá nome ao departamento, ainda em 1973, e de lá para cá abriu formações em engenharia da computação, sistemas de informação e outros cursos que preparam profissionais para atuar em cyber segurança, negócios digitais, blockchain, entre outros.

"O mercado para quem se especializa em IoT e AIoT [inteligência artificial das coisas], por exemplo, é um dos que demandam mais pessoas, assim como negócios digitais. A tendência é surgir ainda mais campos", comenta Sílvia. Ela explica que áreas novas têm sido estruturadas multidisciplinarmente. "Hoje, as empresas não querem somente alguém que programe, mas alguém que programe, entenda de gestão, elétrica e eletrônica. A necessidade de atualização é constante", alerta.

Ela ressalta que a RMC (Região Metropolitana de Campinas) é considerada um polo tecnológico e pesquisas aplicadas em agronegócio, saúde e envelhecimento despontam como as de maior interesse de especialistas.

Enquanto a média nacional de salários é de R$ 1.945, a remuneração média do setor de TI é de R$ 4.792. Em serviços de alto valor agregado chega a ser três vezes maior que a média nacional: R$ 5.628. 

 

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