Quarta, 27 Outubro 2021

Protesto de entregadores de aplicativo faz cair número de pedidos

Protesto de entregadores de aplicativo faz cair número de pedidos

Restaurantes de Americana relataram queda de movimento nesta quarta (1º) por conta de protestos de entregadores de aplicativos realizados em todo o Br

Restaurantes de Americana relataram queda de movimento nesta quarta (1º) por conta de protestos de entregadores de aplicativos realizados em todo o Brasil. Na região houve protestos em Campinas e em Piracicaba. 

Funcionário do restaurante Nyã Baoba, que fica na Rua Fortunato Faraone, revelou que a procura foi menor durante o almoço. "Acho que muita gente também não pediu pensando que não ia conseguir", diz. Ele não quis se identificar. 

Gabriel Henrique, que trabalha no restaurante e churrascaria Varanda, na Chácara Machadinho, disse que a casa sentiu a diferença do movimento. "Deu uma queda sim, a noite toda. Agora são 20h e só tocou uma vez o Ifood. Em um dia normal já teria tocado de 15 a 20 pedidos", disse. 

Daniel Marcelino, garçom e recepcionista do restaurante japonês Kanzen, que fica na Avenida Paulista, também citou uma procura abaixo do normal. "Caiu uns 40% hoje. Está bem parado, normalmente estaria bem congestionado agora, telefone, pedidos", relata. 

Motoboys e entregadores de aplicativos protestaram em várias cidades do país reivindicando melhorias no trabalho e mais amparo, denunciando situações precárias de trabalho. 

A reportagem tentou contato com o SindimotoSP (Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo), mas não conseguiu retorno. 

Em nota, o iFood disse respeitar o direito de manifestação, "mas nosso compromisso com todos os nossos parceiros nos levou a acionar um plano para manter as operações em funcionamento. Sabemos que, entre a grande maioria dos entregadores, prevalece a percepção de uma parceria justa, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em abril. Por ora, nossas operações continuam normais", informou. 

A empresa diz que já atendeu a quase todas as reivindicações do movimento, como taxa mínima de entrega, distribuição de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), seguro de roubo, acidentes e vida e transparência em desativações. 


"Reconhecemos que podemos melhorar nossa relação com os entregadores. Também estamos ampliando a escuta de suas demandas, mas desde sempre nos empenhamos em fazer o melhor. Junto com eles, passamos por um processo de aprendizado e seguimos evoluindo no modelo de parceria dentro de uma nova economia", encerra a nota. 

A Uber Eats encaminhou nota da Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), na qual diz que são feitas ações de apoio aos entregadores, como distribuição de máscaras, álcool em gel "e a criação de fundos para o pagamento de auxílio financeiro para parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco". 

A nota cita que os entregadores cadastrados têm seguro contra acidentes e que as plataformas de delivery "operam sistemas dinâmicos e flexíveis, que buscam equilibrar as necessidades de entregadores, de restaurantes e de usuários e reafirmam a abertura ao diálogo, sempre atentas às reivindicações dos entregadores parceiros". 

Tanto o iFood quanto a Amobitec destacaram que não trabalham com pontuação para distribuição de pedidos e que a participação no protesto não acarretará em punições. 

 

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