sábado, 29 novembro 2025
CULTURA URBANA

Rapper Eduardo Taddeo foi a grande atração na Batalhas de Rimas e Conhecimento em Hortolândia

Teatro Elizabeth Keller de Matos ficou lotado na terça-feira para 24ª edição do evento de arte e cultura urbana
Por
Vagner Salustiano

O rapper Eduardo Taddeo, ex-integrante do grupo Facção Central, foi a grande atração da Batalhas de Rimas e Conhecimento (BRC) promovida pela Prefeitura de Hortolândia na terça-feira (07) à noite. Cerca de 350 pessoas acompanharam a atração cultural. O evento aberto ao público reuniu centenas de fãs do estilo musical e da cultura urbana no Teatro Elizabeth Keller de Matos, na Unidade Cultural Arlindo Zadi, no Jardim Amanda 2.

O rapper
Aos 50 anos, Eduardo Taddeo é considerado um dos principais artistas do rap brasileiro. Ele integrou o grupo Facção Central, surgido no final dos anos 1980, que se destacava por rimas com fortes denúncias contra a violência policial e a desigualdade social.

Rapper Eduardo Taddeo, ex-integrante do grupo Facção Central, foi a grande atração da Batalhas de Rimas e Conhecimento (BRC) promovida pela Prefeitura de Hortolândia.

Em 1999, o grupo teve o clipe da música “Isso aqui é uma guerra” censurado por fazer, supostamente, apologia ao crime. Dois anos depois, o grupo deu sua resposta no disco “A marcha fúnebre prossegue”.

Desde 2013, o artista segue carreira solo. Ele já lançou dois discos. Paralelamente, enveredou pela literatura, com dois livros publicados.

O evento aberto ao público reuniu centenas de fãs do estilo musical e da cultura urbana no Teatro Elizabeth Keller de Matos, na Unidade Cultural Arlindo Zadi, no Jardim Amanda 2.

Eduardo Taddeo falou à TV TodoDia sobre a importância de eventos como a Batalha de Rimas de Hortolândia, o papel do rap hoje no Brasil e os desafios da longa carreira.

“O rap não é só a música, ele é um aprofundamento do conhecimento. Então para cantar rap você precisa ler, escutar, conhecer – porque do outro lado tem pessoas que vão ouvir o que você está falando, o que você escreveu. Então quanto você mais você incentiva isso aqui, você está incentivando crescimento pessoal, profissional, empoderamento, conhecimento, buscar entender a sociedade em que você busca e seus direitos. Então é muito mais do que apenas cantar, e iniciativas como esta fazem com que a gente progredida, eleve não só a pessoas da periferia como país como um todo. Porque a gente luta por informação, por espaço, e isso é a prova viva da capacidade das pessoas da periferia e o quanto a gente pode realizar”, declarou o artista.

Aos 50 anos, Eduardo Taddeo é considerado um dos principais artistas do rap brasileiro.

O evento
Com apresentação do MC Crônica Mendes e discotecagens do DJ Romeu, a Batalha de Rimas foi mais uma atração da Semana Cultural de outubro, cuja programação completa pode ser consultada no site da prefeitura.

O evento de terça-feira teve ainda as “batalhas” com as galeras da DZ9, Sintonia e Orquídea. O ex-goleiro Aranha também ministrou uma palestra para o público presente.

Idealizador, curador e apresentador do Projeto Batalha de Rimas e Conhecimento de Hortolândia, o MC Crônica Mendes falou sobre a importância de Eduardo Taddeo para o rap e o hip hop brasileiro.

“O Eduardo Taddeo é um dos grandes nomes do rap nacional, um dos pilares da linha contundente, da linha militante. A gente entende a importância dele para o BRC porque a gente busca fazer esse diálogo entre as gerações. Vemos muita gente falando que ‘o rap hoje está sem compromisso’, que ‘o rap se associa a outros estilos musicais’, com apologia a coisa ilícitas. Mas a gente busca manter a crença e a atitude de que o rap ainda mantém um compromisso sério com a periferia e com seu discurso, da revolução através das palavras e da mudança de comportamento. A gente acredita muito na revolução através da parada, como instrumento de transformação social, e o Eduardo é um grande exemplo disso”, afirmou o agente cultural.

Regras rígidas
As Batalhas de Rimas de Hortolândia têm “tolerância zero” com palavrões, intolerâncias de qualquer tipo, insultos, discriminações e uso de álcool ou entorpecentes pelos competidores.

Em todos os eventos da Semana Cultural, a população pode doar alimentos não perecíveis, destinados ao Fundo Social de Solidariedade, para serem revertidos para famílias carentes.

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