sábado, 5 abril 2025
EXCLUSIVO

Rede TODODIA entrevista o criador do soro inédito contra o veneno de abelhas

Veja detalhes sobre o desenvolvimento, a pesquisa e distribuição do soro antiapílico que contribui para diminuir mortes de pessoas por picada de abelhas
Por
João Victor Viana
Foto: Reprodução / Rede TODODIA

Durante a última semana, no Jornal TODODIA, transmitido em três edições de segunda à sexta-feira, o apresentador Carlos Kabela entrevistou o pesquisador Rui Seabra Ferreira Júnior, coordenador executivo do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), e autor da patente do soro antiapílico, que combate o veneno de abelhas.

Este tratamento chega como uma grande inovação para a população. Rui Seabra destaca que já existem soros antiofídicos, antiescorpiônicos, contra aranhas, até contra lagartas venenosas, mas ainda não se tinha contra acidentes com abelhas. “Nós olhamos para a comunidade e vemos que precisamos intervir de alguma maneira para trazer soluções para a nossa sociedade. E esse soro surgiu de uma demanda de anos”, explicou o doutor.

São aproximadamente 20 anos de pesquisa, que reuniu diversos pesquisadores e instituições. Participaram como coautores, docentes da Unesp Benedito Barraviera, da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB); Ricardo de Oliveira Orsi da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu; Luis Eduardo da Cunha Ribeiro, diretor científico do Instituto Vital Brazil; e Daniel Pimenta, pesquisador do Butantan.

Durante a entrevista, o Doutor Rui Seabra explica que o soro desenvolvido pode ser utilizado tanto em abelhas africanizadas, uma espécie trazida ao Brasil, quanto para abelhas melíferas, que, no geral, causam menos acidentes. “Esse é um produto inédito no mundo. Ele vai poder ser exportado para todo o continente americano, Europa, continente africano e também para a Ásia”, garantiu.

Além disso, em solo brasileiro, o projeto é que a distribuição aconteça pela rede SUS. Assim como acontece com o soro contra o veneno de escorpião, por exemplo. De acordo com o entrevistado, esses tipos de soros não estão em todos os municípios. Das mais de 5.500 cidades brasileiras, está disponível em mais de 3.000. Isso porque é necessário que os hospitais tenham uma mínima estrutura para o tratamento do acidente. O medicamento antiapílico deve seguir o mesmo padrão.

Depois de um trabalho de muitos anos e que, de fato, vai chegando a sociedade, o sentimento que fica é de dever cumprido. “É um orgulho muito grande. Como brasileiro, você está colocando uma tecnologia na área da saúde disponível para o mundo. Então, isso enaltece o trabalho da nossa equipe, de uma grande universidade pública brasileira”, disse Rui.

Abaixo você pode acompanhar a entrevista na íntegra, na qual o Doutor Rui Seabra Ferreira Júnior explica com mais detalhes todo o desenvolvimento e o trabalho que envolveu a criação deste soro, que promete salvar vidas contra picadas de abelha. Acompanhe!

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