Sábado, 25 Junho 2022

Região pode 'perder' cerca de 43 mil eleitores

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Região pode 'perder' cerca de 43 mil eleitores

Cidades com revisão biométrica têm queda no número de aptos a votar 

TÍTULO | Mais de 80 mil não regularizaram na região (Foto: Arquivo/ TodoDia Imagem)
Um fato raro deve acontecer no dia 2 de outubro, quando ocorre o primeiro turno das eleições que escolherão presidente, governadores, deputados e senadores em todo o país. A região terá menos eleitores do que teve em 2018, data da última eleição presidencial. O motivo está ligado à exigência da biometria, que provocou o cancelamento de muitos títulos até o momento. Essas pessoas têm até o dia 4 de maio para regularizar o documento.

Entre as cidades que mais perderam eleitores até o momento estão Santa Bárbara d'Oeste e Hortolândia. Em 2018, haviam 140.088 eleitores no município barbarense. Neste ano, eles são 121.780. Já em Hortolândia, a queda foi de 149.021 para 129.568.

"É uma queda bastante alta. Muitos dos títulos foram cancelados porque as pessoas não fizeram a biometria na revisão do eleitorado, em 2019", destaca Arlene Grazzioli, Chefe do Cartório Eleitoral de Santa Bárbara.

Ela explica que o dia 4 de maio é o último dia para o eleitor regularizar o título eleitoral. Para quem deixou de fazer a biometria ou está com o título cancelado por outro motivo, o procedimento é simples, até porque em razão da Covid 19, a biometria continua suspensa em todo o país pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "No conforto de casa a pessoa consegue fazer o título pela primeira vez, atualizar os dados ou fazer a transferência", explica Arlete. O site do Tribunal Regional Eleitoral é o www.tre-sp.jus.br.

As únicas cidades que não tiveram queda no número de eleitores foram justamente aquelas que não foram obrigadas a passar pelo processo da biometria. Americana teve um acréscimo de pouco mais de mil eleitores, indo de 175.035 em 2018 para 176.088 neste ano, até o momento. Em Sumaré, o aumento foi ainda maior: eram 186.770 em 2018 e agora são 193.234.

"Esse foi um fenômeno que ocorreu em todas as cidades que passaram revisão biométrica. É provável que quando chegar a vez de Americana, também tenhamos essa queda", avisa Fábio Siscari de Andrade, chefe da 384ª zona eleitoral de Americana.

JOVENS
Mas nem tudo é culpa da biometria. Segundo dados do TSE, o ano de 2022 registra o menor número da história de adolescentes entre 16 e 17 anos sem o título, num claro reflexo do desinteresse dos jovens pela política.

"A maioria das pessoas da minha idade, e mais ainda as mais jovens, não ligam para política. É uma pena", constata Gabriela Dionísio Barbosa, de 17 anos, e moradora de Santa Bárbara dOeste. Ela acabou de tirar seu título eleitoral e quer escolher seus representantes no próximo mês de outubro. 

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