sexta-feira, 29 agosto 2025

RMC já sente, nos números, efeitos das festividades de Natal

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) fechou o período de 3 a 9 de janeiro com um aumento de 57,73% do número de casos e 54,92% de mortes causadas pela Covid-19 em relação à semana anterior. A informação foi divulgada pelo Observatório PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), no primeiro informativo da pandemia do ano.
Segundo a nota, a mesma tendência ocorre na cidade de Campinas e nos municípios que fazem parte do DRS (Departamento Regional de Saúde) Campinas. A região é a segunda do estado com maior número de casos e mortes, só perdendo para a Grande São Paulo.
A variação do DRS Campinas em termos de novos casos foi de 8,25 mil casos (59,81%); na RMC, de 5,7 mil casos (57,73%); e apenas em Campinas, 2.094 (46,74%).
Em relação à semana anterior, as novas mortes tiveram alta no DRS Campinas, de 137 óbitos (29,24%); na RMC, 110 (54,92%); e em Campinas com 38 mortes ( 22,58%).
Até sábado (9), foram notificados 165 mil casos e 4,3 mil mortes na DRS Campinas – letalidade de 2,64%. Na RMC foram 121,6 mil casos e 3,3 mil óbitos – letalidade de 2,72%. Por fim, Campinas registrou 45,6 mil casos, segundo o levantamento, com 1.513 óbitos – letalidade de 3,32%.
“O aumento de internações provavelmente começa a refletir as exposições ocorridas no Natal, pois se encaixa na faixa de tempo de duas semanas. Os reflexos das exposições ocorridas na virada de ano provavelmente ainda não estão representados. Fato extremamente preocupante, já que as pressões sobre o sistema de saúde são grandes”, disse o infectologista André Giglio Bueno, integrante do grupo de pesquisa do Observatório.
PREOCUPANTE
Para o coordenador do estudo, o economista Paulo Ricardo Oliveira, no setor produtivo a situação também é preocupante. “Do ponto de vista econômico e social, não só os efeitos da primeira onda ainda estão presentes, como vivemos, também, um recrudescimento dos casos que pode demandar maior atenção ao distanciamento como prevenção”.
Paulo destaca ainda a necessidade de um auxílio financeiro para que a economia sobreviva. “Sem medidas de proteção da renda e do emprego e diante do cenário econômico e social atual, os efeitos da pandemia serão devastadores para a economia nacional e regional nos próximos meses”.
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