Um posto de combustíveis localizado na Rua João Lino, em Santa Bárbara d’Oeste, foi assaltado pela segunda vez em um intervalo de 20 dias. O crime mais recente aconteceu na madrugada de segunda-feira (9) e foi registrado por câmeras de segurança. O prejuízo passa de R$ 10 mil.
A supervisora da unidade, Emily Bertuci, explicou como a ação teve início. “Veio dois indivíduos, um com a mão sangrando, pediu um papel higiênico pro frentista. O frentista foi e entregou pra ele. O outro entrou sentido ao banheiro. Como são dois banheiros e a porta do cofre já é pro lado, chegou um carro, um entrou no banheiro. Quando o frentista virou pra poder ir atender o carro, o menino já entrou na sala do cofre.”
Abordagem inicial
As imagens mostram que dois homens chegam ao posto por volta da meia-noite. Um deles usava boné vermelho e o outro, boné preto. Eles conversam com o frentista, que se desloca até um veículo e entrega um pedaço de papel higiênico ao homem de boné preto.
A porta que dá acesso ao escritório e a porta do banheiro ficam lado a lado. Quando o frentista se dirige à bomba para atender um cliente que havia acabado de chegar, a dupla entra em ação.
O homem de boné preto segue diretamente para a sala onde fica o cofre, enquanto o comparsa permanece no pátio do posto. O frentista atende o veículo, chega a levantar o capô do carro e depois vai até o caixa.
Segundo Emily, a ação foi extremamente rápida e bem coordenada. “Já foi em direto, sentido o cofre. Dois minutinhos ali, já fez o trabalho, enquanto o outro tava disfarçando, com ele conversando, passando um pano ali. O outro já desceu, porque foi muito rápido, já desceu, já pegou a bolsinha, porque já vieram com uma bolsinha, já vieram já preparados.”

Furto só foi percebido horas depois
As imagens mostram o suspeito abrindo o cofre com o uso de ferramentas, pegando o dinheiro e colocando tudo em uma bolsa. Em seguida, ele deixa o local. O frentista não percebe a ação no momento, e o furto só foi notado na manhã de segunda-feira, durante a conferência do cofre.
Segundo crime em menos de um mês
A supervisora também relembrou o primeiro assalto, ocorrido cerca de 20 dias antes, que teve um modo de agir semelhante. “Fizeram um frentista de refém, trancaram ele no banheiro, primeiro que foram até o cofre com ele, só que sem sucesso de tentar abrir o cofre. Desceram, trancaram ele no banheiro e foram embora. Só levou o dinheiro que estava com ele no caixa. Foi coisa de 300, nem 300 reais.”
Investigação
A Polícia esteve no local junto com a Polícia Científica, que realizou a coleta de sangue do suspeito que entrou na sala do cofre, já que ele estava com um dos dedos sangrando.
Os funcionários do posto demonstram apreensão com a possibilidade de novos crimes, apesar do sistema de monitoramento. “Hoje em dia, pro ladrão, câmera já não é nem mais problema. Porque, querendo ou não, vieram normal, sem capuz, sem nada. Olharam pra câmera ainda e, mesmo assim, conseguiram levar tudo.”





