
As ruas da região central de Santa Bárbara d’Oeste terão a passagem de dez blocos carnavalescos entre os dias 14 e 17 de fevereiro. Insatisfeitos com o fechamento das vias durante o período, comerciantes procuraram a Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara d’Oeste) para relatar prejuízos registrados em anos anteriores.
Diante do cenário, a Associação protocolou um ofício junto à prefeitura solicitando ajustes nos horários de fechamento das ruas da região central durante o Carnaval 2026, em razão da concentração dos blocos. Entretanto, a administração municipal decidiu manter, entre os dias 14 e 17 de fevereiro, as interdições totais e/ou parciais que ocorrerão no período compreendido entre às 13 horas até 23h59.
Impactos no comércio
Segundo a Acisb, lojistas apontam que o fechamento antecipado das ruas já provocou, em anos anteriores, a redução aproximada de 60% nas vendas nos dias impactados pelo Carnaval.
O presidente da entidade, Ricardo Betin, afirma que a data costuma gerar aumento no movimento do comércio central. “A gente percebe um movimento maior no centro, com pessoas comprando roupas, calçados e produtos ligados ao Carnaval. Nos dias em que o Carnaval acontece na área central, os comércios que trabalham com alimentação, por exemplo, têm um resultado positivo. Então, o Carnaval gera, sim, mais movimento nas lojas”, disse.
Ação da Acisb
Diante do cenário, a Acisb protocolou um ofício junto à prefeitura solicitando ajustes nos horários de fechamento das ruas da região central durante o Carnaval 2026, em razão da concentração dos blocos.
O documento foi encaminhado às secretarias de Cultura e de Segurança e Trânsito e propõe que o fechamento das vias ocorra a partir das 15h no sábado (14) e das 17h na segunda-feira (16).
Dificuldades encontradas pelos lojistas
Para Betin, a medida pode trazer impactos negativos em um momento econômico delicado. “Eu acredito que vai atrapalhar, sim. A gente vive um momento de economia não muito estável e qualquer perda é ruim. Ainda mais considerando que o comércio já fecha na terça-feira de Carnaval e que este ano temos vários feriados ao longo do calendário. Isso acaba afetando muito o resultado anual do comércio”, afirmou.
A associação destaca que o fechamento das vias dificulta o acesso de consumidores que utilizam veículos, impactando diretamente o desempenho das lojas da região central. Aos sábados, parte do comércio funciona até as 15h, enquanto na segunda-feira o atendimento segue até as 18h.
“A Acisb reconhece a importância dos eventos culturais para a cidade, mas entende que é fundamental preservar o direito de funcionamento do comércio e garantir o acesso dos consumidores, especialmente durante o horário de atendimento”, explicou o presidente da entidade.
A história se repete
Segundo Betin, no ano passado houve tentativa de diálogo, mas a justificativa apresentada foi a dificuldade logística para manter veículos estacionados nas ruas por onde os blocos passam.
“Por isso, a gente pede que o fechamento aconteça um pouco mais tarde, para não onerar tanto o resultado das vendas. Se adequar o nosso pedido à logística deles, buscando uma outra forma de organizar o fechamento das ruas em um horário mais tarde, acredito que fique bom para todo mundo, sem prejudicar o Carnaval nem o comércio”, concluiu.
Posicionamento da prefeitura
Ao ser procurada pela reportagem, a prefeitura divulgou, aos veículos de imprensa, que repetirá as ações adotadas em 2025.
Isso significa que, a partir das 13 horas, ruas, avenidas e praças da região central poderão ter bloqueios ou controle de acesso, mesmo que a programação cultural comece mais tarde.
O perímetro oficial do Carnaval inclui a Praça Central, a Praça Dona Carolina, o Estacionamento do Paço Municipal, trecho da Avenida Monte Castelo e diversas ruas do entorno, como 13 de Maio, Duque de Caxias, General Osório, XV de Novembro, Floriano Peixoto, João Lino, entre outras.





