terça-feira, 10 março 2026

Vereadora questiona Prefeitura e cobra multa para empresa após anulação de concurso em Santa Bárbara

Comissão verificou que questões de provas são objeto de plágio 

Em requerimento, Esther questiona quais os próximos passos da administração e se o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (IUDS) – (Foto: Divulgação)

Um dia depois da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste confirmar que anulou as provas dos concursos públicos 01 e 02/2022, realizados em setembro, a vereadora Esther Moraes (PL) protocolou na Câmara Municipal requerimento por meio do qual cobra a administração a respeito das medidas a serem adotadas com relação à atuação da empresa, o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (IUDS). São mais de 8 mil candidatos que participam dos concursos públicos.

A parlamentar destacou que além das falhas relatadas por diferentes candidatos durante a realização dos exames, como falta de intérprete para deficientes auditivos e notificação de mudança de horário com pequena antecedência, foram encontradas questões idênticas a outras provas, provavelmente copiadas da Internet e plágios.

Em requerimento, Esther questiona quais os próximos passos da administração e se o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (IUDS), contratado para a realização dos certames, será multado, uma vez que, além da própria Prefeitura, candidatos foram prejudicados pela anulação desses exames, disse a vereadora.

Ela também indaga quais os meios utilizados pelo Executivo para divulgar a decisão de anular as provas e se já estão definidas novas datas, assim como novos horários e locais para os próximos exames. A vereadora pergunta, por fim, em quais meios a administração pretende divulgar as informações dos novos concursos.

Os concursos são para a contratação de ajudante de serviços gerais, motorista, oficial de manutenção (eletricista), oficial de manutenção (pedreiro), operador de máquinas, agente de administração, comprador, fiscal de posturas municipais e fiscal de transportes.

Conforme a prefeitura, a medida levou em conta decisão da Comissão Municipal de Concursos Públicos Permanente, que diante dos cadernos de questões, constatou que a maioria delas não é inédita, mas sim objeto de plágio ou cópia integral da internet.

“Diante da constatação, serão instaurados os procedimentos necessários para apuração de eventual responsabilidade da banca organizadora do processo”, havia informado a prefeitura.

Esther já havia questionado em setembro a prefeitura sobre o critério de escolha do instituto IUDS para a organização do concurso, bem como o motivo de os testes terem sido realizados em Americana, em vez de terem sido promovidos em Santa Bárbara d’Oeste.

A parlamentar indagou, ainda, o motivo de alteração no horário de provas e de que maneira essas alterações teriam sido informadas aos inscritos no concurso.

A reportagem tenta contato com a empresa responsável pelos processos seletivos.

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