Comissão verificou que questões de provas são objeto de plágio
Um dia depois da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste confirmar que anulou as provas dos concursos públicos 01 e 02/2022, realizados em setembro, a vereadora Esther Moraes (PL) protocolou na Câmara Municipal requerimento por meio do qual cobra a administração a respeito das medidas a serem adotadas com relação à atuação da empresa, o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (IUDS). São mais de 8 mil candidatos que participam dos concursos públicos.
A parlamentar destacou que além das falhas relatadas por diferentes candidatos durante a realização dos exames, como falta de intérprete para deficientes auditivos e notificação de mudança de horário com pequena antecedência, foram encontradas questões idênticas a outras provas, provavelmente copiadas da Internet e plágios.
Em requerimento, Esther questiona quais os próximos passos da administração e se o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (IUDS), contratado para a realização dos certames, será multado, uma vez que, além da própria Prefeitura, candidatos foram prejudicados pela anulação desses exames, disse a vereadora.
Ela também indaga quais os meios utilizados pelo Executivo para divulgar a decisão de anular as provas e se já estão definidas novas datas, assim como novos horários e locais para os próximos exames. A vereadora pergunta, por fim, em quais meios a administração pretende divulgar as informações dos novos concursos.
Os concursos são para a contratação de ajudante de serviços gerais, motorista, oficial de manutenção (eletricista), oficial de manutenção (pedreiro), operador de máquinas, agente de administração, comprador, fiscal de posturas municipais e fiscal de transportes.
Conforme a prefeitura, a medida levou em conta decisão da Comissão Municipal de Concursos Públicos Permanente, que diante dos cadernos de questões, constatou que a maioria delas não é inédita, mas sim objeto de plágio ou cópia integral da internet.
“Diante da constatação, serão instaurados os procedimentos necessários para apuração de eventual responsabilidade da banca organizadora do processo”, havia informado a prefeitura.
Esther já havia questionado em setembro a prefeitura sobre o critério de escolha do instituto IUDS para a organização do concurso, bem como o motivo de os testes terem sido realizados em Americana, em vez de terem sido promovidos em Santa Bárbara d’Oeste.
A parlamentar indagou, ainda, o motivo de alteração no horário de provas e de que maneira essas alterações teriam sido informadas aos inscritos no concurso.
A reportagem tenta contato com a empresa responsável pelos processos seletivos.





