
A unidade central do Programa Bom Prato em Sumaré deixa de oferecer jantar a partir desta segunda-feira (6). A mudança atinge o restaurante localizado na Rua José Maria Miranda, nº 581, no Centro, e foi definida pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Estado de São Paulo.
Segundo a pasta, a suspensão do serviço noturno foi motivada pela baixa procura pela refeição de R$ 1,00 no período da noite. A secretaria informou que a decisão foi tomada com base em estudos realizados no local.
Estudos embasaram mudança
De acordo com o Governo do Estado, a readequação no atendimento “é fruto de estudos aprofundados, in loco, que indicaram baixa frequência de clientes no horário do jantar”.
Ainda segundo a secretaria, embora a unidade estivesse preparada para servir de 200 a 300 refeições no jantar, a média de atendimento no período noturno era de 50 pessoas por dia.
Na unidade da Rua José Maria Miranda, a cota diária era de 300 cafés da manhã, 1.000 almoços e 300 jantares, totalizando 1.600 refeições por dia. Com a suspensão do jantar, o número diário passa a ser de 1.300 refeições.
Operação economicamente inviável
Em nota, a diretora de Combate a Fome da pasta, Rita Dalmaso, afirmou que, “além de oferecer refeições saudáveis e de alta qualidade a um custo acessível para a população em situação de vulnerabilidade social”, a secretaria também tem “a responsabilidade de zelar pelo bom investimento dos recursos públicos”.
“Diante do pouco movimento da unidade – apontou Rita Dalmaso –, a operação se tornou economicamente inviável, sem contar o desperdício de alimentos”.
Usuários lamentam decisão
A reportagem da TV TODODIA procurou a Prefeitura de Sumaré para comentar a decisão do Governo do Estado e aguarda um posicionamento da administração municipal.
Usuários do serviço lamentaram o fim do jantar na unidade central. “(O movimento) é diário, de segunda a sexta-feira. O Bom Prato serve café da manhã e serve também o almoço. Em todos esses dias que está tendo atendimento, eu noto que cumpre a sua demanda. Uma alta gama de pessoas vem aqui realizar almoço, café da manhã e, por ventura, a janta – até o cancelamento”, afirmou o promotor de vendas Luis Eduardo Bremer.
Para ele, a suspensão representa perda para quem depende do programa. “Eu acredito que sim (é uma perda), porque muitos, tanto trabalhadores quanto pessoas desabrigadas, carentes e especiais necessitam desse atendimento. Porque é uma coisa que faz parte do programa de alimentação do Estado de São Paulo e que visa atender a sociedade”, lamentou.
Unidades móveis mantêm atendimento
A cidade segue atendida por duas unidades móveis do Bom Prato, instaladas na Rua Luciano Ramos Ayala, nº 38, no Jardim Denadai, na Área Cura, e na Rua Antonio Soares Barros, nº 9, no Jardim Santa Rosa, na região do Matão.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, as cotas das unidades móveis permanecem inalteradas, com 300 refeições por dia em cada ponto, totalizando 600 refeições diárias.

Programa atende população vulnerável
Criado em 28 de dezembro de 2000, o Programa Bom Prato tem como objetivo oferecer refeições saudáveis e de alta qualidade a preços acessíveis para a população em situação de vulnerabilidade social.
Atualmente, o programa conta com 71 unidades fixas, quatro refeitórios e 45 caminhões que atendem em 50 pontos, somando 125 localidades em 42 municípios. Segundo o texto informado, somente na gestão do governador Tarcísio de Freitas, foram entregues 23 novas unidades, sendo 19 caminhões e quatro refeitórios.
Todas as unidades contam com equipe de nutrição e supervisão de qualidade, responsável pelas boas práticas de manipulação de alimentos e pela elaboração dos cardápios. As refeições seguem subsidiadas pelo Governo do Estado, com almoço e jantar a R$ 1,00 e café da manhã a R$ 0,50.





