segunda-feira, 30 março 2026

Taxa de mortalidade bate novo recorde

O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas chegou ontem ao índice de 21,2 mortos para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Esse é a taxa de mortalidade pela doença mais alta registrada desde o início da pandemia e supera inclusive a média atual do estado de São Paulo, de 19,3 nos óbitos para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Os números são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Formado por 42 cidades, entre elas Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, o DRS de Campinas registrou, apenas nos últimos 14 dias, 969 óbitos ocasionados pelo novo coronavírus, uma média de 69 por dia. O dado mais alarmante é que, no dia 26 de fevereiro, quando a região ainda se encontrava na fase laranja do Plano São Paulo, a taxa hoje em 21,2 era de apenas 6,5 novas mortes para cada 100 mil habitantes.

Além disso, a cidade tinha ontem taxa de 540 novos casos positivos para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e alta ocupação de leitos de hospitais, sendo 81,5% dos leitos sem respirador e 92,2% nos leitos com respirador. Também conforme dados da Fundação Seade, desde sexta-feira a média móvel de novas internações da região tem ficado acima de 300 pacientes por dia dando entrada em hospitais (UTI e enfermaria).

AMERICANA

Após apresentar lotação completa dos leitos de UTI em seus quatro hospitais na última segunda-feira, Americana seguia em situação complicada ontem, com apenas um leito com respirador vago entre os 87 equipados na cidade. O leito que vagou funciona no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. A taxa de ocupação na cidade é de 99%.

Já entre os leitos de enfermaria, a situação é igualmente grave: 98% de ocupação, com apenas dois leitos vagos entre os 100 disponíveis na cidade. Os leitos são do Hospital São Lucas.

No HM, há 41 pessoas internadas em leitos de enfermaria, quantidade que supera a previsão da prefeitura de expansão dessa ala: a intenção era subir, nesse mês, de 15 para 30 leitos.

Essa intenção também contemplava a ala de UTI, que passaria de 15 para 30 leitos até o fim do mês, o que não deve se concretizar, segunda a prefeitura, por questões burocráticas envolvendo a compra de novos respiradores.

Hoje, a UTI do único hospital público da cidade tem 21 leitos, 20 deles ocupados.

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