Unicamp estima queda de R$ 220 milhões em receita com a crise sanitária
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) prevê uma queda de R$ 220 milhões em receitas no orçamento previsto para este ano devido aos efeitos da pandemia do coronavírus e deu início a uma série de medidas para cortar gastos.
A projeção foi feita pela Aeplan (Assessoria de Economia e Planejamento) da universidade. O número é 28% superior à estimativa feita, segundo a Unicamp, pela Secretaria Estadual da Fazenda: R$ 172 milhões.
A queda prevista na receita acontece em razão da redução da atividade econômica em todo o país e da consequente queda na arrecadação paulista do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço), o que provoca uma diminuição no repasse pelo Tesouro do Estado à universidade.
Em dezembro do ano passado, o Consu (Conselho Universitário) da Unicamp aprovou a PDO (Proposta de Distribuição Orçamentária) para este ano projetando R$ 2,767 bilhões em despesas, com receitas estimadas em R$ 2,56 bilhões.
A diferença, envolvendo um deficit de R$ 75 milhões para este ano e R$ 128 milhões de anos anteriores, seria coberta pela reserva estratégica da universidade.
Diante deste cenário, a universidade está tomando medidas que visam manter a capacidade de pagamento dos salários de professores e funcionários, além do investimento em infra-estrutura.
O objetivo, diz a Unicamp, é impedir que as reservas institucionais cheguem ao ponto de se tornarem insuficientes para cobrir o valor da folha de pagamentos.
A univerisade teve dificuldades financeiras em abril de 2017 e adotou medidas à época que fizeram com que a taxa de comprometimento das receitas provenientes do Tesouro do Estado com a folha de pagamentos, que era de 103%, retornasse à histórica faixa inferior a 90%.
Agora, foram propostas medidas de contenção de gastos referentes exclusivamente aos recursos do orçamento 2020, buscando causar o menor impacto possível neste ano.
A Unicamp dividiu as possíveis medidas de contenção de gastos em nove itens, associados aos grupos de despesas presentes na proposta de distribuição orçamentária. Para cada despesa, há uma previsão da contribuição correspondente para a redução do deficit.
As reduções envolvem uma série de medidas nestes diferentes grupos, como suspensão do incentivo ao trabalho noturno; da conversão de um terço de férias em pecúnia; de horas extras de sobreaviso; da contratação de professores, servidores e pesquiadores; e da progressão de carreira.
Foram renegociados contratos de água e energia elétrica. Também sofreram cortes restaurantes, transportes, abastecimentos de combustíveis, passsagens áreas, limpeza, jardinagem, telefonia, serviços de impressão, manutenção predial, programas e atividades já existentes, entre outros.
A relação completa dos cortes está disponível no https://bit.ly/3d6YI0f.
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